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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Discreto Ateísmo de Einstein

A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.

Albert Einstein

Uma carta do físico Albert Einstein, que parece ter ficado escondida por mais de 50 anos, pode ter jogado uma pá de cal sobre o debate sem fim a respeito da “religiosidade” do pai da teoria da relatividade. A frase acima foi extraída dela, e permite entender o porquê de tanta decepção por parte dos defensores de um Einstein religioso.


A carta de Einstein, escrita em 1954, um ano antes da sua morte, foi uma resposta dirigida a Erich Gutkind, autor do livro “O chamado bíblico para a revolta”. Talvez tivesse pensado Gutkind que o endosso de um grande cientista reforçaria as teses religiosas da sua obra. Na carta, Einstein não apenas deixa clara sua posição em relação a Deus, como também sua posição como judeu: “Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é a encarnação de algumas das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual tenho o prazer de pertencer e com cuja mentalidade tenho grande afinidade, não tem qualquer diferença de qualidade para mim em relação aos outros povos.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a carta, que era desconhecida por alguns dos principais biógrafos do cientista, foi leiloada por 170.000 libras (mais de R$540 mil) no último dia 15 de maio.

Não é de hoje que a suposta religiosidade de Einstein é motivo de debate. Boa parte da mídia e aqueles que pregam uma visão religiosa sempre deram ênfase a alguns aforismos e frases proferidas em público pelo físico alemão que apontavam nesse sentido, enquanto que posições em sentido contrário, expressas geralmente através de cartas particulares, ficavam escondidas. A frase “Ciência sem religião é manca, religião sem ciência é cega” talvez tenha sido a mais explorada. “Deus não joga dados” é outra. Em relação a esta última, hoje fica claro que fora tirada do contexto. No caso, Einstein se referia, de forma bastante irritada, aos pressupostos da física quântica -de seus colegas Niels Bohr, Max Born e outros- na qual Einstein não acreditava muito (evidências posteriores, entretanto, mostraram que Einstein estava errado).

Mas em várias ocasiões a posição de Einstein tinha ficado clara. Também em 1954, respondendo uma carta que lhe fora enviada por um missivista presumivelmente ateu, perguntando se de fato Einstein era, como a mídia americana afirmava, um homem religioso, este respondeu “Foi, claro, uma mentira o que o Sr. leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que vem sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e nunca neguei isso, ao contrário, tenho expressado isso claramente. Se há algo em mim que pode ser chamado religioso é a ilimitada admiração pela estrutura do universo até onde nossa ciência pode revelá-la.

Em outra oportunidade, recusando o convite de um rabino para freqüentar a sinagoga, Einstein responde: “Desde o ponto de vista de um padre jesuíta eu sou, claro, e sempre tenho sido, um ateu. Eu tenho dito repetidamente que a idéia de um Deus pessoal é infantil. Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não compartilho o espírito de cruzada (crusading spirit) dos ateus profissionais cujo fervor é principalmente devido a um doloroso ato de liberação dos grilhões da doutrinação religiosa que eles receberam na sua juventude. Eu prefiro uma atitude de humildade correspondente com a fraqueza de nossa compreensão intelectual sobre a natureza e nosso ser.

Independente se esta carta acabará ou não com a controvérsia, é curioso assistir esta relação de contestação e desejo da religião para com a ciência. Quando a ciência, através de evidências e sem nenhum propósito de atacar alguém, diz que a terra tem milhões de anos e não os oito mil e poucos que a Bíblia indica, a ciência não serve. Quando diz que o universo parece ter sido criado bilhões de anos atrás através de uma grande explosão, a partir da qual surgiu todo o resto, contradizendo assim a versão literal do Gênesis, a ciência está errada. Quando a ciência diz que os humanos e todas as outras espécies são fruto de um lento processo de evolução e não de criação, a ciência está absurdamente enganada. Mas quando um cientista eminente manifesta uma posição pessoal pró-religião, ou quando algum experimento científico parece sustentar, mesmo que indiretamente, alguma revelação bíblica, cientista e descoberta assumem um valor inquestionável. Agora a ciência serve, mas apenas este minúsculo fragmento do pensamento científico!

A fé de quem crê não deveria ser posta em dúvida pela opinião pessoal de outro indivíduo, cientista ou não. A fé não se fundamenta em argumentos racionais, assim, não faz sentido utilizar a racionalidade da ciência para sustentá-la. Se as evidências científicas chegam a abalar nossa fé, é porque ela não era tão forte – e cega – assim.

Ainda bem!

Roelf Cruz Rizzolo é professor de Anatomia Humana da Unesp, câmpus de Araçatuba. Este artigo foi publicado inicialmente na Folha da Região, de Araçatuba. Você pode lê-lo em sua fonte original AQUI.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Emulador Win Mobile com Internet


Uma maneira muito interessante de entrar no mundo dos Palms e Smartphones é através de seus emuladores. Com eles, é possível testar praticamente todas as maneiras de como trabalhar, seja através de aplicações ou de funções presentes em praticamente todos os computadores de mão hoje disponíveis no mercado. E aqui, apresentarei um dos Sistemas Operacionais mais populares: como não poderia deixar de ser, é o Windows, no caso, a versão Windows Mobile.

Ele é bem chato de ser encontrado para download no site da Microsoft, então uma maneira mais simples de baixar o emulador do Windows Mobile é acessando o portal especializado em PDA's, o PDAExpert. Através desse link AQUI é possível baixar as duas versões do emulador, tanto a Standard quanto a Professional. Recomendo a segunda. E, claro, para nós brasileiros, vale o link da versão PTBR.

Mas, mesmo depois de instalado, existe um problema recorrente entre os usuários. O uso da compatibilidade de internet, principalmente para baixar arquivos para testes (afinal, essa é a finalidade do emulador). Bom, configurar o emulador do Windows Mobile é menos difícil do que parece, apesar da solução não ser tão clara para os menos experientes.

Primeiro, que é preciso ativar a "placa de rede" do emulador. E isso só é possível se você tiver instalado em seu PC o "Virtual PC 2007" (ou superior) da Microsoft. Caso não tenha, pode ser baixado AQUI.

Após feito isso, abra o emulador e siga as instruções "File > Configure". Encontre a aba "Network" e ative a rede NE2000 PCMCIA (lembrando que essa ativação só é possível ser feita caso tenha o Virtual PC instalado). Feito isso, feche e reinicie o emulador.

Já dentro do emulador, navegue até as configurações de rede do Mobile. Maneira fácil de chegar até ela é usar o menu Iniciar > Configurações > Conexões > Placas de Rede. Feito isso, encontre a placa Ethernet compatível com "NE2000" (que foi habilitado a pouco) e configure sua rede conforme a disposição da internet local (caso haja IP fixo, DNS, Gateway... isso varia de local pra local, precisa conhecer a sua).

Após tudo configurado, seu Emulador já deve estar compatível com a Internet. Testar é simples, pode abrir o Internet Explorer ou algum outro navegador que prefira usar. Não é uma dica de um especialista no assunto, mas é bastante útil para leigos como eu. Boa sorte.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

[Geral] - O Incrível Caso de Tunguska



No dia 30 de Junho de 1908, por volta das 7:15h ocorreu uma violenta explosão em Vanavara, próxima ao distrito de Jenissei, na Sibéria, entre os rios Tunguska e Lena. Esta explosão foi sentida a 900 quilômetros de distância, onde um maquinista freou o trem imaginando que a caldeira do mesmo tivesse explodido. Naquele momento podia-se ver dois sóis brilhando intensamente. O céu brilhou de uma forma estranha e fantasmagórica. Um calor sufocante, parecia que as pessoas estavam sendo consumidas em chamas.(efeito micro-ondas?) As casas da região simplesmente se volatilizaram, os rios secaram, as fazendas, o gado, homens, tudo sendo arrastado. Depois uma paisagem de pós guerra , só destruição.

Após terrível furacão as florestas foram varridas, árvores derrubadas e algumas carcaças de gado jaziam entre os restos de vegetação arrancados do solo. Não havia sinal de vida.

O Expresso Tran-siberiano que passa 750 Km de distância, foi rapidamente atingido pelo deslocamento do ar , teve janelas estilhaçadas, cortinas atiradas longe, o trem inteiro foi atingido descarrilando.

O abalo sísmico foi sentido propagando-se até as fronteiras da Sibéria e da Rússia, sendo registrado pelos sismógrafos dos observatórios ingleses a mais de 8000 km. A onda de choque circulou a terra duas vezes.

O observatório astronômico da Sibéria a poucos quilômetros de Irkutsk próximo da Mongólia registrou forte alteração de campo magnético. A explosão foi seguida por um forte sismo e com a manifestação de fenômenos atmosféricos, a formação de estranhas nuvens intensas e anormais, auroras boreais e curiosos halos solares que duraram semanas.

No dia 4 de Julho daquele ano o Times publicou a notícia de que estranha claridade das noites, podia-se ler perfeitamente, sem auxílio de luz artificial. Isto ocorreu em Paris, Moscou e Berlim.

Em Londres chegou-se a imaginar que parte da cidade estava em chamas, tal era a claridade.

Ben-Menahem (1975) fez uma análise detalhada destes registros sísmicos e derivou uma energia explosiva de 12.5 Mton. Outras análises sugeriram um valor de energia na gama 10-20 Mton. Ben-Menahem também concluiu que os dados na fonte de energia são consistentes com uma explosão a uma altura de cerca de 8.5 km.

A explosão aconteceu a 0h 14' 28'' o UT e devastou aproximadamente 2.150 quilômetros quadrados de taiga siberiana, e derrubando mais de 60 milhões de árvores. O epicentro da explosão foi localizado a 60º 53' 09'' N e 101º 53' 40'' E, se aproxima do rio Tunguska. Durante os últimos 103 anos este evento catastrófico inspirou uma grande quantidade de investigações científicas. Apesar de muitos achados interessantes, há ainda perguntas abertas significativas e inconsistências entre as teorias e os dados disponíveis.

Um meteoro? Estranha-se que em Tunguska não se encontrou vestígios de cratera, como na lua, e no Arizona. Seria então um cometa? No final de 1976 o cientista russo Vladimir Stulov e Georgi Petrov, defenderam esta tese. Outras teorias interessantes foram defendidas como as do buraco negro ou mesmo uma partícula de anti-matéria.

No dia 20 de julho - 1 de agosto de 1991, a primeira expedição italiana, composto por M. Galli, G. Longo, S. Cecchini e R. Serra, entrou em Sibéria. Os investigadores italianos acharam várias partículas microscópicas em árvores que são sobras do Corpo Cósmico de Tunguska (TCB). Depois de uma análise de esquadrinhar com microscópio de elétron (SEM), eles acharam alguns elementos químicos que fortalecem a hipótese da origem de asteróide do TCB.

Entre os dias 14/30 de julho de 1999, uma segunda expedição italiana deslocou-se para Sibéria com intuito de achar dados científicos que permitissem dar uma certeza razoável sobre este evento.

O Programa Terceiro Milênio, de Jaime Maussan, apresentou uma entrevista com uma testemunha que presenciou o fato. Trata-se de Svetlana Polonov, que na época, era uma menina de oito anos. Ela morava próximo a uma ferrovia e viu algo inusitado, talvez esta seja a testemunha mais importante de Tunguska.

Ela recorda o que ocorreu naquela tenebrosa manhã:

-Estava com meu pai, jamais duvidarei que vi algo parecido com uma chaminé arredondada, estava de lado, com uma enorme bola de fogo, (possível defeito?) e recordo que no princípio descia, mas subiu um pouco por um momento, estou completamente segura que havia mudado de direção. Dirigiu-se para traz de um morro e em seguida explodiu.( Pode-se notar pelas palavras de Svetlana Polonov , que ela descreve uma possível nave tipo charuto (nave mãe) Consta que após a explosão diversos objetos (OVNIS) foram avistados, como que procurando pela nave que explodira. Na minha opinião este depoimento é importante, jogando por terra quaisquer outras teorias como as de cometas, asteróides, etc. Asteróides não mudam de rota no sentido ascendente. O material que eu coletei de diversas fontes, o de Svetlana parece ser o mais sério, não acreditando que esta camponesa pudesse passar por uma refinada mentirosa, visto não possuir conhecimentos sobre ufologia ou ciência.

Outro fato extremamente surpreendente indica que as evidências foram copiadas por cientistas russos que efetuaram a primeira investigação no local do incidente foram confiscadas de imediato e sem explicação alguma por oficiais do Ministério de Segurança do Estado, conhecido depois como KGB. O assunto recebeu uma alta classificação de inteligência do governo russo. Surge a possibilidade que o mesmo tenha efetuado uma severa operação de acobertamento dos acontecimentos. Recentes declarações efetuadas por um oficial do Serviço Secreto Russo da KGB indicam que os restos do objeto que caiu em Tunguska foram confiscados por ordem de Stalin e depositados secretamente em uma base militar na Sibéria Central.

Há anos o coronel Anatole Kustnemenov assumia a divisão Siberiana da KGB, fez declarações públicas surpreendentes que em Tunguska acidentou-se um veículo de origem extraterrestre, e que o governo de Moscou encobriu os fatos. Parece que as conclusões de militares e cientistas russos que estudaram as evidências copiadas em Tunguska determinaram oficialmente desde há décadas que a tremenda explosão de 1908 foi provocada por um veículo voador de origem extraterrestre, que perdeu o controle antes de se fragmentar em mil pedaços. A história foi de imediato encoberta, tal como em anos depois ocorreria em Roswell.

EXPEDIÇÃO DE KULIK

Depois de planejá-la durante vários anos, Kulik partiu em 1927 numa expedição destinada a alcançar o local da queda. Da cidade ferroviária de Taichet, Kulik e sua equipe percorreram 600 quilômetros de taiga, uma planície gelada, por meio de trenós puxados por cavalos, até atingir Vanavara. Nessa cidade, ouviram as incríveis histórias dos seus habitantes, que confirmaram a crença de Kulik de que estavam na trilha de um meteorito de uma dimensão realmente gigantesca. é importante salientar que os habitantes da região não falavam o russo, e os russos não falavam tungus. Era necessário se utilizar intérpretes.Uma súbita nevasca impediu o avanço da caravana por uma semana. A 8 de abril, Kulik, um colega e um guia local seguiram a cavalo para a última etapa da viagem. Marcharam para o norte, atravessando um cenário de devastação impressionante: carvalhos e pinheiros atirados ao solo, de onde haviam sido arrancados com as raízes dezenove anos antes, pela força do impacto.

Muitas árvores haviam sido chamuscadas ou mesmo queimadas pelo calor intenso que fora sentido em Vanavara pelo fazendeiro Semiónov. Observando de uma colina a área da explosão, Kulik escreveu: "De nosso ponto de observação, não se vê sinal da floresta, pois tudo foi devastado e queimado, e, em torno dessa área morta, a jovem floresta de vinte anos cresceu furiosamente, procurando o sol e a vida. é inquietante ver árvores de 30 centímetros de diâmetro partidas como gravetos, com os troncos atirados vários metros em direção ao sul". Não havia sinal da grande cratera que ele esperara encontrar. Em lugar disso, deparou-se com um pântano gelado, e algumas árvores que, apesar de estarem no centro da explosão, haviam escapado ao efeito do impacto que derrubara tudo ao redor. O que quer que houvesse causado aquela explosão não havia tocado o solo. Mesmo voltando à região com expedições maiores nos anos seguintes, Kulik jamais encontrou um só fragmento de ferro meteórico. Mas, então, se a explosão de Tunguska não fora causada pelo impacto de um meteorito de ferro, qual seria sua causa? Em 1930, o meteorologista inglês Francis J. W. Whipple, diretor assistente do Departamento de Meteorologia da Inglaterra, supôs que o evento tivesse sido causado pela colisão da Terra com um pequeno cometa, sugestão que foi aceita pelo astrônomo soviético A.S. Astapovitch. Mas os críticos dessa teoria objetam que nenhum cometa havia sido visto nos céus antes da explosão em Tunguska. A região de Tunguska * formada por pântanos gelados e espessas florestas e de difícil acesso.

Kulik teve problemas nesta expedição, pois todos os homens que levou o abandonaram depois de alguns meses, e voltaram para Vanavara, doentes e esgotados.

Apenas um corajoso guia permaneceu ao lado de Kulik. No ano de 1927 com a saúde abalada, teve que retornar frustrado para Vanavara com a certeza de ter encontrado os elementos para complementar seus estudos.

Em 1928 Kulik volta com nova equipe. Examinando o local, onde pode examinar troncos tombados, convenceu-se que ali teria caído um bólido que provocara a explosão.Procurou na terra fragmentos para análise.

Estranhou, por nada ter encontrado. Mesmo assim manteve a sua teoria. (Teimoso esse sujeito)

Se o objeto de Tunguska fosse um asteróide ou meteoróide, feito portanto de ferro e rocha, ou os fragmentos existem e não foram encontrados pelas seguidas expedições científicas soviéticas ou então, o objeto que veio pulverizou-se completamente na explosão.

A EXPERIÊNCIA DE TESLA

Os escritos de Tesla têm muitas referências ao uso da tecnologia de transmissão de poder sem fios dele como uma arma de energia dirigida. Estas referências são examinadas na relação delas à explosão de Tunguska de 1908 que pode ter sido teste da arma de energia de Tesla.

Este artigo foi publicado primeiro em uma forma diferente em 1990. A idéia de que Tesla dirigiu arma de energia que causou a explosão de Tunguska estava incorporada em uma biografia fictícia (1994), por outro escritor, e era o assunto de um programa de televisão.

O Poder do Transmissor de Telegrafia sem fios de Tesla e a Explosão de Tunguska de 1908.

O navio francês Iena que explodiu em 1907. Peritos elétricos foram procurados pela imprensa para uma explicação. Muitos pensaram que a explosão fora causada por uma faísca elétrica e a discussão era sobre a origem da ignição. Lee De Forest, inventor da válvula de rádio adotada por muitos aparelhos de rádio, Nikola Tesla tinha realizado um experimento com um " torpedo " dirigível capaz de dirigir tal poder destrutivo a um navio por controle remoto. Tesla notou, entretanto, também reivindicou que a mesma tecnologia usada também para controlar remotamente veículos e poderia projetar uma onda elétrica de " intensidade suficiente para causar uma faísca em um navio e explodi-lo ".

Leia essa matéria A GRANDE EXPLOSÃO SIBERIANA, de Rodolfo Heltai, e outros assuntos interessantes sobre o caso Tunguska aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

[Games] - Como Comprar Jogos na PSN

Baseando em um tutorial muito bom feito pelo Murilo, da comunidade do PS3 no Orkut, resolvi fazer esse tutorial pra auxiliar o pessoal que procura uma maneira fácil de fazer suas compras na PSN usando cartão de crédito ou o famoso PSN Card. Não é difícil, mas é preciso seguir os passos de forma exata para não haver problemas, pois há muitas reclamações a respeito dos usuários da máquina da Sony.

Primeiro é importante saber que ainda não existe a PS Store Brasileira, não pelo menos enquanto escrevo esse tutorial, apesar das várias especulações. Isso significa que só é possível comprar jogos, Add-ons e DLC's com cadastro de usuários de outros países, especialmente EUA, Japão ou algum país da União Européia. Então, pode até ter sua conta brasileira, mas saiba que isso te limitará para ter 100% da capacidade de seu console.

Feito isso, vamos ao tutorial:

1 - Se cadastrar na PSN. Como dito anteriormente, é preciso se cadastrar com uma conta de outro país. Esse tutorial segue o cadastro de uma conta AMERICANA. Então, preste atenção antes de começar o seu. No caso americano, há estados que cobram taxas extras sobre seus produtos vendidos. São impostos normais, mas variam de estado para estado. Alguns estados são garantidos que não possuem essa taxa (que é sempre bem pequena), como Califórnia e Nevada. Mas isso ainda não depende de você. Ideal é que você se cadastre com um endereço do mesmo CEP de seu cartão de crédito. Como fazer isso? Pegue o CEP da rua de onde seu cartão está cadastrado, o endereço do titular do cartão. O meu, por exemplo, é 13607-XXX (ocultado o final por razões óbvias), da cidade de Araras-SP. Entre nesse SITE e digite os primeiros 5 dígitos do CEP como um ZIP CODE americano. No meu caso, foi "13607" e caiu na cidade de Alexandria, no estado de Nova York. Daí a achar um endereço qualquer na internet dessa cidade no Google é bem fácil. Eu mesmo peguei o endereço da igreja central da cidade. Basta apenas preencher o cadastro com somente o endereço "falso", nome e todo o restante são meus mesmo, inclusive e-mail.

Em "Street Adress 1" se coloca a rua, "City" a cidade (no meu caso, Alexandria), “State/Province” o estado (NY) e "Postal Code" o importante, o ZIP CODE/CEP, 13607 no meu caso.

Agora, precisa-se definir como será pago sua compra. Através de cartão de crédito ou PSN Card.

Cartão: muitos tem dito que cartão VISA não funciona para compras na PSN, mesmo sendo Internacional e mesmo CEP do ZIP CODE do cadastro. Então, procure usar MASTERCARD (no meu caso, usei do Banco Santander, e funcionou).

O próximo passo é cadastrar os dados do seu cartão. Para isso, na própria XMB do console, navegue em PlayStation Network > Account Management > Account Information > Billing Information. Onde diz “Card Type”, selecione a bandeira do seu cartão (MASTERCARD no meu exemplo). Na opção “Cardholder’s Name”, coloque o nome que aparece no cartão. No campo “Card Number”, coloque o número do seu cartão, sem hífens. Em “Expires On”, coloque a data de validade que aparece no seu cartão. E onde diz “Card Security Code”, coloque o código de segurança do seu cartão. Feito tudo isso, dê um Continue. A próxima tela será do endereço de cobrança do cartão. Deixe o endereço igual ao que você cadastrou na PSN, mas no campo “Postal Code” é onde será necessário colocar o CEP/ZIP CODE. Do meu exemplo é o 13607. Após isso, dê um “Confirm”. Se tudo estiver certo, você verá uma mensagem dizendo que os dados foram inseridos com sucesso. A partir daí, você poderá comprar o que desejar diretamente ou adicionar fundos à sua carteira virtual. Para isso, vá em PlayStation Network > Account Management > Transaction Management > Transfer to Wallet > Credit Card e escolha o valor desejado.

Agora, entre na PS Store, escolha a jogo e será possível comprá-lo sem maiores dificuldades. Depois, vem a fatura no cartão de crédito, sempre com uma taxa de dolar melhor que do mercado comum. Procure se informar em seu banco.

PSN Card: aqui a maneira mais fácil e simples, porém, mais cara. Compre os PSN Cards, seja onde for, loja física ou internet (há vários no Mercado Livre, muitos com bons preços). Existem de de U$10, U$20, U$50 e U$100, mas sempre vendidos a valores mais altos em reais, mais que o dobro devido a diferença cambial e o lucro do vendedor. Com o cartão ou o código desse (em casos de compra online), é hora de inserir os códigos para ganhar seus créditos. Navegue até PlayStation Network > Account Management > Transaction Management > Transfer to Wallet > PlayStation Network Card. Na tela que aparece, você verá três campos. É só digitar a sequência de códigos em cada campo (três campos com quatro números cada) e pronto! Se der certo, você verá uma mensagem avisando que determinada quantia foi depositada em sua carteira virtual. Vale lembrar que estes créditos não têm data para expirar, portanto pode comprar sossegado!

Bom, é isso. Há diferenças em compras feitas na PSN Americana, Européia e japonesa. Fique atento à isso. E boa sorte!

sábado, 26 de setembro de 2009

Problema e Solução de chip inválido no MP7



Importante saber, antes de começar, que essas informações foram retiradas de um forum, específico, sobre celulares e MP7, MP8, 9, 10 em geral. Logo, não é garantia de resolver seu problema mas, dado a considerável quantidade de pessoas que conseguiram resolver o problema, vale a informação. Inclusive porque eu consegui, logo, é informação testada por mim.

Outra informação importante a relatar é que usei para meu aparelho e meu problema específico com chip da Claro, mas parece que funciona quando o erro persiste por chip de qualquer operadora e com vários modelos de aparelhos. Confira a lista no thread do forum.

Segue as instruções. Parece difícil, mas realmente não é. Você só precisa ter algum conhecimento do funcionamento de seu celular e perceber caso precise pular alguma etapa. Está bastante resumido, então, boa sorte:

1) Retire a bateria de seu aparelho e verá no cel uma etiqueta escrito "IMEI" e 15 números. Anote esses números, mas o que vale são apenas os 14 primeiros números. Recoloque a bateria, feche o celular e ligue-o.

Observação importante: No meu caso, eu havia pego o IMEI discando *#060# e aparecia o número 135790246811220. Porém deve-se pegar o IMEI atrás da bateria. Só que, no caso do meu aparelho, não tem esse número de forma clara. Meu aparelho é um MP7 Kaiomy Aegis 886 (também serve para o modelo 889, sendo esse apenas de cor diferente). E atrás da bateria constava esse número com o modelo do aparelho entre ele: S/N 29AEGIS886091301222. Ou seja, considerei meu IMEI sendo 29886091301222 desconsiderando a palavra AEGIS entre os números e deu certo!

2) Baixe o programa dessa página (é necessário se cadastrar para baixar).

3) Instale e abra o programa "MTK IMEI" - IMEI.

4) Conecte o aparelho ao computador. No celular, clique no ícone "port com" ou "com port", ou o nome que constar no seu aparelho (no meu apareceu como "porto com"). Se seu celular foi reconhecido, pule esse passo. Caso contrário, se não for reconhecido pelo computador de primeira, será necessário baixar o drive de reconhecimento. Faça o seguinte:

4.1 - Entre AQUI e baixe o Drivers Mt 6227 para seu sistema operacional de seu computador.
4.2 - Descompacte o arquivo ZIP e clique em SETUP.EXE para instalar o programa.
4.3 - Após instalar conecte o celular com o programa que acabou de instalar fechado.
4.4 - Vá na opção "PORTO de COM" no celular, e quando pedir o driver mostre para ele a pasta DRIVER que está na pasta descompactada "MT6227 " que você baixou.
4.5 - Clique em CONTINUAR ASSIM MESMO e pronto... ele vai emular uma porta COM na USB que vc conectou o celular.

5) Na tela de trabalho vá no item "Meu Computador", clique com o botão direito, depois vá em "Propriedades", depois em "Hardware" e depois em "gerenciador de dispositivo". clique duas vezes no ícone "Portas (COM & LPT)". Anote o número da porta... vai estar escrito "porta de comunicação (COMx)".... esse "x" é o número da porta. No meu caso foi COM4 (é assim na maioria, mas confirme o seu).

6) Entre no programa MTK-IMEI e vá na aba (Configuration). Clique em "enter configuration mode"... coloque a senha em maiúscula: MIADM (e dê OK);

7) Coloque o número da porta COM (descoberto acima) no campo "COM§°:"

8) selecione "write sim card 1 imei" (ou card 2 caso seu chip esteja inválido no chip 2).

9) No campo "Current IMEI" apague o que vai estar lá (talvez esteja vazio) e coloque os 14 digitos copiados do aparelho (esqueça o 15° número).

10) Deixe desmarcada a opção AUTO GENERATE IMEI;

11) Clique em "save all configurations". Após isso o programa vai pedir para ser fechado. Feche-o e o abra novamente em seguida.

12) Na aba "OPERATION" vai estar o IMEI INPUT... veja se é o mesmo número que você colocou anteriormente. Se estiver vazio, coloque novamente seu IMEI. Clique em "Start".

Pronto... feche o programa... desconecte o celular do computador. Desligue o aparelho e espere alguns segundos e religue-o. Deve funcionar. Caso não dê certo, tente novamente e, em outro caso de não der certo, tente procurar outra alternativa, como levar a um agente autorizado. Espero que ajude alguém. Boa sorte. Se o seu aparelho é o mesmo modelo do meu, é praticamente certeza que funcionará. Se é modelo diferente (mesmo sendo MP8, MP9, MP10 e de outras marcas), também deve funcionar como mostra o thread. Se ainda lhe restar alguma dúvida, entre em contato comigo e ajudarei no que for possível, sem esquecer que meu conhecimento é baseado nas informações que peguei da Internet, não sou garantia de resolver seu problema, mas estou disposto a ajudar.

O Chutão de Giovanni (Santos FC)



Giovanni foi acusado de incitar a revolta da torcida santista que invadiu o campo da Vila na noite de quinta passada. O gesto com o qual Giovanni teria comandado as arquibancadas foi um chutão que isolou a bola. O que poderia ser lido como "para mim, chega!", foi lido como "ao ataque!". A moça do Globo Esporte disse que os jogadores precisam se conscientizar de sua condição de figura pública. Um dirigente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ameaça suspender Giovanni. O chutão é uns dos gestos mais grotescos do futebol.

Nós, brasileiros, temos usufruído, como nenhum outro povo do planeta, incontáveis momentos sublimes em que uma atividade prosaica atinge o estado da arte. Claro, falo do futebol que me fez um dia chamar minha banda de Football Music, num elogio imodesto à minha própria musica: chamá-la de futebol para indicar que ela seria arte pura (e, ao mesmo tempo, pura brincadeira, puro jogo). Como o nosso futebol.

Momentos de futebol-arte, como os que temos gozado durante nossa existência, nascem quando um jogador realiza o gesto perfeito. A noção de gesto, usada por Mário de Andrade para pensar a arte, encontra a melhor expressão na pintura: o gesto que o pincel realiza no ar, e fica gravado na tela, testemunha o momento em que um mortal, aquele pintor, aquela criança que se recusou a crescer e optou por passar a vida numa brincadeira com tintas, cores e formas, transcende o comum e toca a emoção dos homens adultos. O gesto então se imortaliza, imortaliza o pintor e, com ele, toda a espécie humana que testemunha e celebra a vitória sobre a realidade e o fim.
Um gesto imortal pode ser desenhado no ar em forma de som, não apenas de imagem. O gesto mais memorável da música é o tema da quinta sinfonia de Beethoven. Parece que Beethoven ficou tão impressionado com o gesto que propagou, que não parou mais de repeti-lo por toda a obra: inscreveu-o inúmeras vezes no papel. Outros mortais, depois, gravaram-no vezes incontáveis em discos e o elegeram o tema da vitória contra a banalidade do mal.
A jogada de Pelé no gol dos chapéus, na Rua Javarí, sem testemunha de cinema ou TV, ficou tão indelevelmente gravada na memória dos que a assistiram, que se fez obrigatória sua gravação virtual e real por computador, na película de "Pelé Eterno".

Gestos eternos no Brasil de todo o Santos, o time que por desejo de algum santo foi destinado a realizar os gestos mais sublimes do futebol. O time que foi vestido de branco, a cor pura, por algum outro santo, para que seus gestos imortais não rivalizassem com outras cores, mas se destacassem melhor na tela estendida no próprio corpo do artista.

Parecia que, com o fim de Pelé, o Santos já tinha realizado seu destino imortal. Mas eis que surge Robinho, o afortunado. Não há glória maior no futebol mundial do que ser artista imortal no time em que Pelé vestiu-se de branco. Depois do rei, Robinho foi quem melhor realizou o desígnio: seus gestos levaram o time a dois campeonatos brasileiros e a dois vices importantes depois de 20 anos de infelicidade. Então, o Santos despediu-se também de Robinho.

Eis que retorna Giovanni, o desafortunado. Gestos de Giovanni estariam gravados na história tanto quanto os de Robinho e Pelé, não fossem os sons desafinados apitados por aquele pobre diabo, na final de 1995. Por sorte, gravei em fita um jogo daquele campeonato, o jogo em que o Santos goleou o Fluminense e qualificou-se para a final infeliz. Mas não preciso da fita para uma lembrança, a do técnico do Fluminense explicando a derrota: "esse cara joga muito!". A expressão no rosto de Joel Santana não era de derrota: era de maravilha, de alguém tocado pela arte, alguém que viu um gênio gestualizar.

Depois dos 4 a 2 contra o Corinthians, agora em 2005, o jogo que seria anulado, Robinho declarou: "Giovanni é gênio". Esperava-se de Robinho, que nunca perdeu para o Corinthians e que voltava depois de tumultuada ausência, os melhores gestos do jogo. Seu melhor gesto foi a declaração. Lembro-me de momentos sublimes de Giovanni no jogo: o sem pulo de fora que resultou em gol, de lances com Robinho, de seus toques desconcertantes, pinceladas de uma obra genial, passes de mágica, espirituais. Mas a obra imortal, o 4 a 2, sofreu uma tentativa de vandalismo: foi anulado por um outro tipo de juiz desafinado, o infeliz presidente STJD, mais um representante da vida seca, alguém incapaz da sensibilidade de julgar caso a caso os jogos apitados pelo árbitro caído, o tal Edílson, apesar de este ter deixado involuntariamente gravado num telefonema que o Santos estivera abençoado. Que nem mesmo o seu demônio pessoal pudera prejudicar o time de branco.

Quando anularam esse jogo, falei com um porteiro aqui do prédio, com quem converso sobre arte: como é possível anular o que Giovanni fez naquele jogo? Como deletar da memória gestos eternos?

Quando Giovanni voltou em 2005, dez anos depois de ter sua história roubada, disse algo como "voltei para ser o campeão que não fui em 1995". Um índio amazônico descera de uma Europa brilhante, em busca do tempo perdido na Santos de todos os sonhos.

Mas pobres almas infantilizadas em onipotência e incompetência, como o juiz corrompido e o dirigente purificador, que vê contaminação onde há apenas arte e inocência, ou diabretes pífios, como o juiz de 1995, gente que desaparecerá sem deixar transcendência, esses condenados parecem escolhidos para realizar o desejo de um demônio maior: o de que Giovanni seja infeliz aos olhos da torcida que o ama.

Entretanto, mais fortes são os poderes do santo: há outro tipo de gesto, um de tipo não artístico, que logra marcar-se para sempre nas memórias e nas gravações, e que encontra uma vereda contra a conspiração da infelicidade. O gesto feito de drama, de revolta ante os erros de outros homens, ante o que é meramente real, o destino e o azar, a perseguição movida pela banalidade. Um gesto como o do chinês desarmado diante do tanque de guerra.

E o Giovanni dos gestos que teimam em apagar-se encontrou seu gesto imortal num chutão, não no passe giovannesco para o primeiro gol. Chutou para cima, para isolar, as sentenças medíocres que insistem em proibir-lhe a imortalidade. O contido Giovanni explodiu de revolta e sua humanidade o transcendeu. Liberou, não liderou, a raiva contida em uma torcida ultrajada pela tentativa de roubarem o seu 4 a 2 imortal, aquele em que ele e Robinho jogaram juntos e venceram. Giovanni não merece nenhum castigo. Mais nenhum.

Merece ser gravado na única placa que um chutão poderia produzir.
Texto maravilhoso assinado por Hermelino Neder em 2005, sobre a vergonha daquele nacional. Pode ser lido inteiramente aqui.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Onde estão os jogos de Volei?

Jogos de videogame sobre esportes são clássicos. Quem não se lembra dos dois quadradinhos de cada lado da tela rebatendo um pontinho em uma espécie de 'ping-pong' pré-histórico dos games? Com o avanço dos jogos ao longo do tempo, não poderiam deixar de vir novos jogos sobre os mais variados esportes. Os mais populares, futebol e futebol americano - populares na industria dos games, que fique bem claro.

As séries futebolísticas, apesar de já terem contado com trocentos títulos variados, principalmente nas gerações 16 e 32 BITS, acabou bi polarizando entre FIFA Soccer (o mais tradicional) e Winning Eleven (ou Pro Evolution Soccer), que roubou o mercado do FIFA anos atrás, mas ambos voltaram a ter uma briga dura na Next-Generation. O outro grande esporte virtual popular é o futebol americano (amém!) com a série da Eletronic Arts, Madden NFL. Já houveram vários outros jogos também de outras produtoras, mas nunca nenhum ameaçou a liderança do jogo com o nome de John Madden, lenda no esporte, tanto como técnico como comentarista (recentemente aposentado, infelizmente). Ainda falando em Eletronic Arts, a empresa ainda aposta sempre as fichas em seu jogo da NBA, o NBA Live. Mas aqui, assim como na guerra virtual do futebol da bola redonda, há outra força considerável, o NBA K (a letra "K" costuma representar os anos em que o jogo é lançado, ex: NBA 2k7 = NBA 2007). Há também o NBA Shotout, mas com menos sucesso. Mesmo assim, várias opções.

Ainda existem os outros esportes com boas quantidades e variedades de estilo de jogos, como os de Formula 1, de corridas de Turismo, de golfe (muito popular nos EUA), baseball (com os jogos da MLB), Hockey no gelo (os da NHL) e vários outros. Porém, um esporte muito popular, especialmente em Olimpíadas, é esquecido sempre: o volei!

O Volleyball, ou simplesmente volei, tem pouquíssimos títulos e, ainda assim, para gerações bem velhinhas, especialmente a geração 16-BIT. Obviamente que não conheço todos os títulos, mas fazendo uma busca rápida por sites de emuladores, encontra-se quase sempre apenas os títulos (ambos na foto) Volleyball Twin e Super Volley, o mais legalzinho, mas longe de ser um grande jogo. O primeiro tem um esquema de jogo meio falho, porém tem a "vantagem" de mostrar a quadra inteira. Já o segundo, é quase um game paródia do esporte, mostrando a quadra do nível do chão. Ou seja, você vê apenas o lado dos personagens, sem ver diretamente o chão. Porém, isso não impede ele de ser o jogo mais bem feito do esporte... quer dizer, o mais divertido.

Ambos pecam por serem simplistas (devido a tecnologia da época) e não terem nomes de jogadores reais. Aliás, são baseados apenas em Seleções nacionais. Como não ganharam versões modernizadas, acabaram ficando como ícones do esporte nos games. Talvez haja outros jogos, mas desconheço. Com certeza, uma das grandes dificuldades seria usar uma engine que chegasse o mais próximo do jogo de hoje em dia. Afinal, é um jogo que exigiria 12 personagens jogáveis praticamente ao mesmo tempo na tela (haja carregamento e pixels), sem contar torcida, técnicos, juízes que poderiam ser inclusos. Outro grande desafio seria com a velocidade. Ajustar a velocidade de esportes como futebol ou basquete são fáceis, agora o volei é muito dinânico, poderia transformar a tela num vai-e-vem descontrolável em caso de 'rali' (palavra estranha). E claro, a jogabilidade teria que ser super fácil para acompanhar a velocidade extrema que o jogo teria. Sinceramente, não parece impossível apostar num jogo assim, poderia ser sim bem decente. Mas o problema é outro...

O volei é muito popular, mas nem tanto. Se parar pra pensar, vários esportes tem jogos porque possuem ligas muito fortes nos EUA (NBA, NHL, MLB, NFL). O volei não possui sequer uma liga profissional por lá. Possui sim no Japão, outro grande produtor de jogos, mas estranhamente nem eles apostam em games assim. Talvez pela popularidade ociosa que o esporte possui. Ainda existem outras grandes ligas (não de baseball) ao redor do mundo, especialmente na Itália, Espanha, Russia e Brasil. Mas nenhum desses países tem mercado consumidor de jogos suficientes pra valer o trabalho sério de uma empresa em um título. Se houvesse o jogo, com certeza se basearia principalmente nas Seleções. Afinal, qual o grande clube de volei no mundo? Quando se pensa em futebol, milhares de clubes vem a mente. No Basquete, temos Boston Celtics, Chicago Bulls, Los Angeles Lakers. No Baseball, New York Yankees e Boston Red Sox. Mas no volei, nunca existiu uma liga com primazia sobre as outras. Talvez, isso afugente as empresas de games, já que basear a popularidade em um jogo de seleções apenas já era. Antigamente, os WE's eram apenas de seleções ou da liga japonesa (J-League), mas com o tempo, percebeu-se que apostar na paixão clubística rendia mais. Afinal, paixão por clubes é muito maior que por seleções nacionais.

Por essas e outras, fica difícil imaginar uma EA, uma Konami ou qualquer outra grande trabalhando em um jogo de volei. Quem sabe um dia, seria realmente interessante, até como alternativa. Mas, por enquanto, é só um saque fora.

domingo, 19 de abril de 2009

A Linda Cidade de São Paulo

Muitas vezes, influenciadas pela mídia em geral, criamos opiniões que (apenas nas nossas cabeças) se tornam 'verdades'. Não é bem assim. E, uma dessas opiniões clássicas que criamos falsamente é sobre as cidades brasileiras e mundiais em geral.

Aqui no Brasil temos certas "classificações" para nossas cidades, de acordo com as características que mais as marcam. Então, é fácil dizer que o Rio da Janeiro é a cidade maravilhosa, pelas suas belezas naturais. Salvador é a capital afro e alegre do país, com o maior carnaval de rua. Em geral, todas as capitais nordestinas tem uma característica semelhante a Salvador. No Norte, temos as cidades do povo hospitaleiro. E no sul, as capitais organizadas, do povo educado e politizado.

Não é que isso seja mentira. Muitas dessas características são verdades. O Rio tem belezas naturais mesmo, Salvador tem povo alegre e Curitiba é sim uma cidade bem organizada e de população culta, no geral. Mas, o que sobra para São Paulo? São Paulo fica com os piores "títulos generalizados" criados e adotados muitas vezes até por paulistanos. É a cidade feia, suja, cinza, do trabalho, do stress, do trânsito. São vários os apelidos pejorativos que muitos, principalmente na televisão, gostam de propagar contra a cidade. Também nem todos são mentiras. Há sim sujeira, poluição, trânsito, stress e tudo mais. Mas, por que nossa cidade não pode valorizar suas melhores características? Seria uma mentira chamar São Paulo de cidade LINDA?

Muitas pessoas acham que essa característica da cidade é uma heresia. Como pode São Paulo ser linda? Mas é! Tem todos os seus problemas, como todas as cidades tem, mas tem muitas e muitas áreas lindas, cosmopolitas, exemplares, dignas de respeito. Essas áreas são enormes, maiores do que a maioria das cidades no mundo. E eis que um de seus moradores está fazendo um trabalho fantástico para desmistificar (ou seria valorizar?) o fato de São Paulo ser sim muito linda! Uma das cidades mais belas e diversas do mundo. O 'nome' dele é Tchello, do forum SkyscraperCity. Suas fotos são simples, exatamente como de um turista. Mas revelam uma São Paulo que, muitos paulistanos mesmos, não conhecem.

Pra você que acha que São Paulo não tem bairros parecidos com cidades do interior, com tranquilidade... se surpreenda! Se acha que São Paulo é suja, feia... veja que é lima e organizada! Se acha que a cidade é mal cuidada... simplesmente não é! Se acha que São Paulo são apenas edifícios velhos e caindo aos pedaços... está redondamente enganado! Aproveite e conheça São Paulo, veja como a cidade tem a oferecer e como ela é bela nos mais variados sentidos.

Eis a LINDA Cidade de São Paulo em fotos (se prepara, são mais de mil fotos):

O maravilhoso bairro do Jardim América em São Paulo!

São Paulo no que tem de melhor: ser cosmopolita. Bem vindos ao Bom Retiro!

Coleção Bairros de São Paulo: Campos Eliseos

A beleza oculta da região da Sé!

A agradável periferia da zona sul: Interlagos!

O bairro boêmio underground paulistano: Consolação!

Chácara Klabin: um maravilhoso bairro paulistano de classe média sem holofotes!

O badaladíssimo bairro de Moema!

O tão falado Morumbi!

O emergente Jardim Anália Franco!

Higienópolis-São Paulo: tradicionalmente Chic!

A agradável surpresa da zona leste: Penha!

Surpreenda-se com o Butantã!

Bela Vista/Bixiga: um dos mais tradicionais bairros de São Paulo!

Pompéia - Simplesmente adorável!

Reduto operário da Mooca.

Coleção Bairros de São Paulo - Brás/Pari

O coração da Zona Norte: Santana!

Outro agradável bairro da periferia da zona sul: Saúde!

Tem muito mais de onde esses vieram. Visitem: http://www.skyscrapercity.com/forumdisplay.php?f=1119

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Marketing Ateu Sobrevive

A inglesa Ariane Sherine, 28, estava indo para o trabalho quando viu uma propaganda colada num ônibus de Londres. Era uma citação da Bíblia, acompanhada por um endereço na internet. Ao acessar o site, ela tomou um susto: a página, que pertencia a uma igreja evangélica, dizia que quem não for cristão e não aceitar Jesus será condenado a passar a eternidade nas chamas do inferno. "Peraí. Então quer dizer que 68% da população mundial vai para o inferno? Eu não pude acreditar que esse tipo de idéia estava sendo difundida em pleno século 21, para assustar as pessoas", diz Ariane. Indignada, ela procurou o governo inglês para reclamar da propaganda, mas não adiantou nada. Hora de agir. Com a ajuda dos internautas, ela arrecadou dinheiro para montar uma megacampanha publicitária defendendo o ateísmo e desenvolveu slogans como "Deus provavelmente não existe. Pare de se preocupar e aproveite a vida", que foram colocados em 800 ônibus de Londres. Como seria de se esperar, a campanha foi criticada por religiosos, e o blog de Ariane (arianesherine.blogspot.com) recebeu centenas de comentários desaforados. Houve até um motorista que se recusou a dirigir o que chamou de "ônibus pagão". Mas ela continuou com tudo: recebeu o apoio de Richard Dawkins, um dos maiores cientistas do mundo e ateu praticante, e recolheu R$ 500 mil para colocar 1000 cartazes no metrô de Londres. E a idéia se espalhou pelo mundo: ateus de EUA, França, Itália, Espanha e Austrália resolveram fazer suas próprias campanhas contra Deus e a religião (veja na foto).

Ariane, que é jornalista da BBC, diz que seu objetivo não é atacar as religiões, pois a campanha é só uma maneira bem-humorada de tranquilizar os ateus. "Espero que as mensagens alegrem as pessoas quando elas estiverem indo para o trabalho".

A coisa, na verdade, é muito maior que isso. Primeiro, créditos merecidos para o autor do texto, Marcos R. Santos, da revista Superinteressante e também para o autor do infográfico que não pude encontrar os créditos na revista.

Essa campanha é exemplo, uma vez que em nenhuma das mensagens mostradas existe um ataque deliberado contra religiões. É apenas um contra-ponto de tantas campanhas religiosas que se vê no dia-a-dia. Não existe mal algum nisso e, qualquer religioso ignorante que seja contra, mostrará apenas que não sabe conviver com quem pensa diferente dele. O Estado deveria ser laico, mas todos sabemos que não é. A propaganda também deveria ser laica, mas como foi mostrado no texto, nada podia ser feito judicialmente contra, então também não é. Não sendo laica, não existe razão para protestarem contra propagandas dessa forma. Afinal, é um direito acreditar ou não. Então, que seja um direito divulgar os que acreditam e os que não acreditam. Funciona simples assim.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Fábrica de Idéias da Google



O documentário que passou no último domingo (dia 12/04/09) na GNT, após o Manhattan Connection, Google: Uma Fábrica de Idéias (Google: The Thinking Factory) é realmente interessante. Primeiro, porque mostra como um site simples de busca de Internet nascido no final da década de 90 se tornou uma das maiores empresas do mundo e com um dos mais acelerados crescimento da história. Segundo, porque isso é irrelevante do ponto de vista sobre o que realmente aborda o documentário.
Quer dizer, é óbvio que o documentário é mais um a tirar uma casquinha do Google e mostrar como eles dominam a informação, tendo (possivelmente) um banco de dados jamais visto sobre muita gente através de seus serviços. Agora, isso é tão clichê e banal de se falar que fica até chato. Como se já não houvesse empresas assim antes do surgimento do Google e também, carregado de hipocrisia, como se a humanidade realmente se importasse com isso. O lado mais legal do documentário é a forma como o Google trata seus funcionários. Aliás, é complicado chamá-los de funcionários. Fica mais legal ('cool') chamá-los de parceiros contratados. Também é óbvio que, muito do que se mostra é o lado bom de trabalhar na empresa mais importante atualmente no mundo. Ninguém nunca mostra o lado ruim dos trabalhos. Porém, o "lado bom" realmente é um exemplo a ser seguido.

Trabalhar em grandes empresas, com orçamentos enormes é sufocante, estressante, quase sub-humano. A pressão é tão grande quanto a própria empresa, a busca por resultados tem que ser uma coisa frenética e sem paradas. Ok, tudo isso é verdade, por mais que não funcione na maioria dos casos. Mesmo assim, tratar um funcionário como ser humano minimamente parece não ser o forte de grande conglomerados, as chamadas corporações. No entanto, o Google (assim como algumas empresas mundo afora) parecem mostrar que o caminho pode ser outro. Novamente, é evidente que não é algo 100% "stress free". Mesmo assim, é uma tentativa de tornar o trabalho algo bom novamente, que se torne prazeroso para o trabalhador, ao mesmo tempo com que faça ele ser produtivo. Não a toa, 9 em cada 10 pessoas (número chutados, mas bem possíveis) gostariam de trabalhar em uma empresa como o Google, ou qualquer outra que pense positivamente para com seus funcionários.

Muito mais do que buscar teorias da conspiração (que é até uma coisa legal de se fazer, às vezes) é buscar os bons exemplos que muitas das eleitas "eixo do mal" (como Google, Microsoft, Coca-Cola, McDonal's e etc) podem dar as empresas "exemplos" que se tem por aí. Fica aí uma dica para os empregadores. Não precisa ser algo monstruoso como o Google, mas um funcionário contente rende muito mais que um descontente. Tenha essa "estatística" em mente.