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sábado, 11 de julho de 2020

Coisas populares que não gosto

Produtos de mídias variadas que são muito populares e que eu não gosto ou, no mínimo, acho pouco relevante/divertido. Longe de 'hatear', muitas eu até admiro a idolatria de fãs, a qualidade das obras e o lore mas, definitivamente, não caem no meu gosto:

Jogos:

- Sonic
- GTA San Andreas
- Zelda (exceto Breath of the Wild)
- Souls-like (todos)
- Need for Speed (todos)
- RPG por turno
- jogos de futebol (já amei e joguei muito no passado)
- Point-and-click games
- jogos em primeira pessoa (todos)

Séries/Animações:

- Breaking Bad
- House
- Game of Thrones
- The Office
- Rick and Morty
- Star Trek
- Stranger Things
- Black Mirror

Filmes:

- Senhor dos Anéis (todos)
- Velozes e Furiosos (todos)
- Avatar
- Star Wars (todos)
- Os novos Jurassic World (todos)

última atualização: 11/07/2020

quinta-feira, 2 de abril de 2009

The Edge, No Limite



Um dos filmes mais interessantes que vi nos últimos anos foi No Limite (The Edge, no original), com Anthony Hopkins (Charles Morse) e Alec Baldwin (Robert Green). Principalmente por escapar de clichês baratos e ser um filme extremamente sincero com o espectador, além da paisagem exuberante do Alaska em início de inverno.

Na verdade, o filme é até um pouco velhinho, mas como não veio sobrecarregado de marketing não chamou a atenção de ninguém para ir vê-los nos cinemas (sabe-se lá se realmente veio para os cinemas daqui do Brasil). Mesmo assim, interessante é como uma história simples consegue virar um grande filme, pelo menos pra mim. Grande no sentido de ter atuações verdadeiras e sem caricaturas exageradas. Hopkins faz o papel de um bilionário intelectual e que possui uma mulher maravilhosa, modelo... até aí, nada de muito especial que não pareça clichê considerando o mundo real (principalmente se ele fosse russo, seguindo a atual tendência). Mas, na verdade, Charlos Morse (nome do personagem de Hopkins) é muito mais que isso. Mesmo sabendo que estava sendo traído pelo fotógrafo de sua mulher e que ambos teriam um plano de matá-lo e ficar com sua grana, em momento algum ele demonstra desespero ou insatisfação com a vida enfadonha. Na verdade, o tempo todo ele é pensativo e comedido, sempre racional. Uma tremenda virtude e hombridade nos dias estressantes dos tempos atuais. Gesto de um real cavalheiro que Hopkins parece ser.

Já Robert Green, personagem do também ótimo ator Alec Baldwin (quantos Baldwin's existem em Hollywood?), é um sujeito que se mostra frio e calculista no início do filme, mas que tem também atitudes muito diferentes ao longo dos 117 minutos desse. Como já disse, ele e a sua modelo, esposa de Charles, planejam ficar juntos e roubar o dinheiro do velho bilionário, matando-o e ficando com a herança. Porém, o avião em que ambos, Charles e Robert, cai no meio das montanhas do Alaska e eles passam a lutar agora pela sobrevivência em local inóspito. Não lutar um contra o outro, mas cooperando. Além deles, outro personagem se encontra na mesma situação, Stephen (Harold Perrineau Jr., o eterno Michael do LOST e o Link, piloto da nave de Matrix). Nessa situação, as complicações naturais e humanas (do confronto psicológico entre eles) fica à prova. E, ainda, para ajudar, há um urso caçando-os impiedosamente, fazendo que qualquer comida possa atrair o olfato do animal, além da impossibilidade de fazer fogueiras para se aquecer, podendo ter o mesmo problema. Nesse ambiente conturbado é que as coisas acontecem.

Por isso, com tantas perspectivas e com ótimas atuações, gestos nobres e falhas humanas entre todos os personagens, é que o filme se destaca. O final não é dos brilhantes, mas extremamente digno e deixando Hopkins sobre o altar que ele merece. E tudo com uma fotografia maravilhosa de um dos lugares mais fantásticos do planeta.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Paradeiro de "Em Busca de Confusão"

Eugene Byrd (James): depois do filme, ele começou a participar de várias séries. Em Law & Order: SVU, participou de um episódio, assim como em ER (conhecido aqui no Brasil como Plantão Médico por alguns). Porém, seus mais famosos trabalhos recentemente foram no filme Anaconda 2, e em duas populares séries como Tow and a Half Men, no episódio piloto (jogando poker com Charlie Harper) e na série Heroes, quando participou de 4 episódios. Atualmente, está participando das gravações de dois filmes para estrearem em 2009 e 2010.


Ellen Blain (Jenny): teve uma carreira bem fraca após o filme, participando de algumas séries como convidada e de um filme "clone" de American Pie. Dentre as participações mais marcantes, estão na série Blossom, quando interpretou uma garota que se vestia e se comportava exatamente igual a protagonista da série, e em ER, quando fez uma namorada de um viciado em drogas.




Meghann Haldeman (Angela): assim como a Jenny, Angela não teve tanto sucesso na carreira. Sua mais efetiva participação foi em uma série sem muito sucesso chamada Harts of the West, uma mistura de Western com comédia e drama. Depois de fazer um filme para TV e participação como convidada em algumas séries, participou do último trabalho em 1998, no filme Debutante. Parece que, depois disso, encerrou a carreira.


Ethan Embry (Cosmo): Cosmo teve uma carreira mais sólida. Curiosamente participou da mesma série de Angela, mas como convidado em apenas 2 episódios. Fez vários filmes, nenhum de grande sucesso. Também participou de muitas séries, várias com participação relevante como FreakyLinks e Dragnet (ambas desconhecidas aqui pelo Brasil), além de participar de séries mais famosas como Law & Order: CI e Numb3rs. Também trabalhou com dublador em várias animações.


Jack Evans (Dabney): esse foi o que teve a carreira mais curta. Consta que seu último filme foi justamente o "Em Busca de Confusão", sendo que antes dele, só havia feito outro filme chamado Turner & Hooch, também pra TV. Como não prosseguiu na carreira, não encontro nem foto dele pra postar.


Richard Gilliland (Jurgen): o atrapalhado sequestrador Jurgen, após o filme, teve sua carreira praticamente baseada em séries, todas como convidado, além de alguns filmes feito pra TV. Dentre as séries mais famosas estão Party of Five (a mesma que revelou o Jack de Lost), Joan of Arcadia, além de participação em um episódio apenas nas séries 24 Horas e CSI (a original).


Maryedith Burrell (Katyana): a esposa mandona de Jurgen também não teve muito sucesso na carreira, encerrada no ano 2000. Sua mais relevante participação após o filme foi na popularíssima série Seinfeld, de Jerry Seinfeld, onde participou de dois episódios como a personagem Maryedith.


Ralph Bruneau (Tim Mitchell): o despreocupado pai de Dabney também teve curta carreira. Após o filme, seus mais relevantes trabalhos foram nas séries de comédia Seinfeld e Mad About You (hehe), ambas como convidado. Não atua para TV/cinema desde 1993, quando passou a se dedicar apenas ao teatro, participando de algumas peças da Broadway.


Tony Longo (Bruce): o alvo preferido de Dabney e Cosmo, ajudado por seu biotipo, fez participações em vários filmes e séries, quase sempre como esportista, seja como um wrestler, seja como jogador de futebol americano. Esteve como convidado em séries famosas como ER, The X-File (Arquivo X), Six Feet Under, Monk e Las Vegas. Também participou da série para TV Loucademia de Polícia, inspirada nos famosos filmes, além da novela (soap opera) americana Days of Our Lives, famosa principalmente pela série Friends, onde um dos protagonisas, Joey Tribbiani fazia um ator da atração. Atualmente está gravando alguns filmes sem grande orçamento, porém ainda continua na atividade.


Phil Proctor (Norman Decker): o empresário que construiu um "império do nada" e queria explodir o avião para pegar o dinheiro do seguro, na verdade teve poucos trabalhos como ator de verdade. Sua carreira se baseia mais em dublagens, principalmente de animações de jogos para videogames. Entre as dublagens mais conhecidas suas, estão as da série de filmes Dr. Dolittle, estrelados por Eddie Murphy.


Jack Kehler (Bane): o contratado de Norman Decker para explodir o avião e, também, parceiro de dança hare krishna, está na ativa na carreira até hoje. Teve algumas participações em filmes como MIB II e participações como convidado em várias séries, como Star Trek: Deep Space Nine, ER, The Pretender, Angel, 24 Horas, The New Adventures of Old Christine, Monk e Las Vegas. Atualmente gravou dois filmes de baixo orçamento que estão para estrear em breve.


Francis X. McCarthy (Hansen): o chefe de polícia Hansen também teve carreira semelhante aos outros atores que ainda estão atuando. Seu mais relevante trabalho foi na popular série Melrose Place, quando interpretou o personagem Dr. Calvin Hobbs por 7 episódios.


Raymond Forchion (Cohn): Cohn, que avisou os jovens sobre a presença da bomba e que também era da polícia, atuou recentemente em um filme que está para ser lançado, mas sua carreira após o filme mesmo não teve grande sucesso. Participou de alguns filmes pequenos e em duas séries de comédia, Ellen e Will & Grace. Por ter muita semelhança física, fez o papel de O.J. Simpson em um filme americano feito para TV, onde interpretou o polêmico ex-jogador de futebol americano que escapou de forma incrível do julgamento por assassinar a mulher e é constantemente citado em vários filmes, séries e afins nos EUA.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Degeneration

Ontem, ao assistir Degeneration, senti que, finalmente depois de anos, pude rever uma das histórias que mais me encantou em todos os tempos. Na verdade, em se tratando de roteiro, é sem dúvidas o que mais me encantou. Biohazard/Resident Evil é uma obra prima. Quer dizer, pelo menos enquanto se dispôs a ser o que é. Com a chegada de Resident Evil 4, o castelo de baralho praticamente ruiu, deixando poucas peças em pé para que pudesse ser reiniciado novamente. Apesar dos fãs mais ufanistas, a verdade é que RE4 se descaracterizou completamente dos outros jogos, em nome de um novo jogo. Ao ser anunciado para PS2, o jogo era pra dar continuidade ao fim da Umbrella, mas trouze Leon num futuro bem mais distante, não mais lutando contra um vírus. Pra mim, pessoalmente, isso é fatal. É claro que, junto à isso, veio o pacote de explicações, de que Wesker irá usar o Las Plagas para interagir com sua amostra do vírus para criar algo mais potente e tal, mas pra mim não passou de uma desculpa esfarrapada pela derrapada que veio com o jogo. Tudo em nome da concorrência com outros jogos. Ninguém mais queria zumbis lentos, nem câmeras fixas. Então, se pensou primeiro em um jogo de ação ao contrário do Survivor Horror dos jogos anteriores. Aí a história só foi montada em cima, uma pena. Não que seja ruim, mas não é a mesma coisa.

Voltando ao filme em animação, devo começar pelos pontos fracos. Graficamente falando, está fantástico. Mas as animações em CGI (mesmo o cantarolado Final Fantasy) ainda pecam em alguns aspectos como expressões faciais e movimento da boca. A movimentação dos personagens está muito boa, mesmo que as vezes não soe tão real, mas a qualidade compensa. Agora as partes boas!

Pra quem acompanha o enredo de Resident Evil (pra mim o grande ponto forte da série toda), deveria estar com saudades dos T-Vírus e G-Vírus, assim como eu estava. A volta de dois personagens marcantes como Leon e Claire também ajuda a completar o clima de nostalgia. Sem contar nas poucas mensões a Umbrella, até essa da saudades (sinceramente, quem realmente gosta daqueles Los Illuminados?). As cenas inicias do aeroporto são fantásticas. Claire vendo os cadáveres caindo do avião após esse se chocar com saguão principal do aeroporto e dizendo "denovo não" é de arrepiar, quase uma volta ao passado. Depois, as cenas de ação de Leon ao resgatar Claire e os outros personagens, as escapas entre zumbis com cabeças explodindo, os mesmos erros de sempre cometido pelo fortão com armas (dessa vez sobrou para tal de Greg) não poderiam faltar. Até mesmo os tradicionais questionamentos, ao ver o grupo salvo saindo do aeroporto e só então os soldados estilo swat entrando atirando em todo mundo (por quê não entraram antes se eram somente zumbis lentos?). Depois é que na verdade começa o show.

As velhas histórias de suborno, conspirações de grandes empresas (sai a Umbrella, entra a WilPharma), a reviravoltas e, claro, facilities! Também não poderia ficar de fora cenas com zumbis em corredores, elevadores, tudo meio destruído, com clima de suspense ao fazer uma curva de um corredor ao outro, tudo está lá. Até mesmo os pequenos milagres de explosões a queima roupa não afetarem os protagonistas. Só Claire teve, nesse filme, um avião caindo sobre o saguão do aeroporto onde estava, uma explosão que devastou um prédio inteiro onde só a feriu com um estilhaço de vidro na perna, sem contar os vários zumbis que não conseguem pegá-la, mesmo a poucos metros de distância. Mas isso faz parte do charme de Resident Evil. Leon é o mocinho que salva todo mundo, em cenas de ação mirabolantes (como a fuga do F4 prestes a demoronar), os tiros certeiros, a frieza de cara ao perigo e tudo mais. Também vale destacar a volta da mutação causada pelo G-Vírus no personagem Curtis Miller, relembrando o assombroso William Birkin. Está tudo lá.

E o melhor de tudo, no final, a deixa para continuação (ou irão esperar apenas para explicar no RE5 com a volta do Chris Redfield?), da empresa Tricell, que parece assumir o lugar da WilPharma. Ou seja, muda-se as empresas, mas o objetivo é quase sempre o mesmo, a criação da arma biológica perfeita (e sua cura também, em caso de acidente claro). Será que isso é tão longe assim da realidade?

Resumindo: o filme é espetacular pra quem gosta de Resident Evil, principalmente a velha guarda (da qual me incluo) que não digeriu muito bem, ainda, o confuso e bobo roteiro de Resident Evil 4. Tomara que eles arrumem ótimas desculpas para o Resident Evil 5, colocando as peças novamente no lugar e voltando com esse enredo fantástico. Agora, é só aguardar pelo quinto capítulo da série (ou seria o sexto devido a Code Veronica?).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Em Busca de Confusão

Filme clássico dos clássico da Sessão da Tarde (eita geração que gosta de coisa tosca essa minha). É claro, não passou nem perto da quantidade de exibições de outros filmes (ninguém pensou em Lagoa Azul, né?) e tampouco próximo do sucesso de outros filmes, como Curtindo a Vida Adoidado e De Volta para o Futuro, só pra ficar em dois monstros de seus gêneros. Mesmo assim, vale a pena ressucitar esse filme "pérola", cujo nome o narrador das chamadas da Sessão da Tarde adora: "Em Busca de Confusão".

A história não poderia ser mais clichê/brega: os amigos Dabney e Cosmo costumam aprontar as piores travessuras com um instrutor do acampamento onde seus pais costumam lhes mandar todo o verão. E claro, sempre o coitado do instrutor chamado Bruce se dá mal. E, eis que no verão seguinte, quando eles estão para serem mandados novamente para o mesmo acampamento pelo "bom comportamento", eles conhecem outros três seres iguais a eles: James, especializado em bombas caseiras e química em geral, Jenny, viciada em jogos e apostas e Angela que, bom, ela não faz nada mas é legal - além de não falar uma só palavra.

Quando eles se reunem no aeroporto para mais um verão no acampamento, descobrem que Jenny e James já armaram contra Bruce (sempre ele, coitado) e que agora estão "livres" dentro do aeroporto. Quando tentam burlar a segurança para entrar na pista, são reconhecidos e fogem para dentro um avião de um empresário, amigo do pai de Cosmo, chamado Norman Decker. Ao chegarem lá, além de encontraram um pequeno avião particular cheio coisas interessantes (como gás do riso, cobra em aquário, uma cozinha completa, etc), são surpreendidos por dois sequestradores que planejavam sequestrar o avião de Normam. Só que não esperava encontrar o grupo ali. Surpresa para todos, inclusive para o próprio Norman Decker, que tinha mandado plantar uma bomba dentro do avião para explodí-lo e pegar o dinheiro do seguro, já que ele estava virtualmente falido!!! (eu disse que era brega esse roteiro, mas isso que torna a coisa legal)

O casal de sequestradores, como não poderia deixar, são tremendamente atrapalhados (lembra do clichê de Esqueceram de Mim, por exemplo?). Além de serem um casal, digamos, nada formal. Que o diga a cena de ambos na cama, enquanto as crianças estão no centro do avião. Ah claro, esqueci de mencionar: para completar o roteiro bacana (brega igual essa expressão), Cosmo é filho de piloto e sabe pilotar a nave, o que (claro), não poderia deixar de acontecer, o avião é obrigado a decolar contra a vontade de todos ali dentro. Assim, temos no ar dois sequestradores atrapalhados, um grupo de jovens delinquentes (mas nem próximo de violentos) e os pais em terra torcendo para que o avião não volte (sim, isso mesmo). Será que eles eram tão ruins assim?

No final, é claro que os garotos prendem os sequestradores dentro do avião (em cenas de comédia pastelão), o empresário que queria explodir o avião é preso dançando hare krishna no aeroporto, eles se livram da bomba ainda no ar e conseguem posar o avião em segurança, pra alegria de todo o aeroporto, inclusive de seus pais que os rejeitavam (sentiu o drama da coisa?). Então, pra não ficar mais no lenga lenga, segue algumas das frases (e situações) mais marcantes desse clássico da tosquice que é impossível de se achar na Internet pra baixar, infelizmente:

* Cosmo: "Esse é o avião de Norman Decker, o cara que construiu seu império do nada!"

* James: "O cara é tão maluco que mantem Óxido Nitroso no avião... gás do riso!"

* Cosmo, ao ver o casal de sequestradores se beijando na cabine: "Oh Deus, não permita que eles se reproduzam a se multipliquem em outras formas iguais dentro da cabine!"

* Dabney, entrelaçando os braços atrás da cabeça: "Oh Jurgen, Jurgen, como você é violento Jurgen, oh"

* Jenny: "Como eu iria saber, 'não use o microondas meninos, pode afetar a bomba!'"

* Cosmo: "Hey, é melhor vocês serem mais claros nas instruções do manual, eu não quero estar pousando um avião de 15 toneladas e descobrir que vocês estavam me ensinando a fazer café"

* Jurgen: "Essas crrrianças são malvadas Katyana, estou dizendo, elas me drrrrogarrram"

* Angela: "-"

Assim que minha busca de quase dois anos do filme para baixar for concluída, posterei aqui o link para quem quiser relembrar esse clássico da tosquice!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

The Shining (1980)

O filme é bem ruim, praticamente uma licença poética sobre a obra a qual foi baseada. A mídia e a crítica acabou "abraçando" essa pequena aberração por ser obra de Stanley Kubrick. Se fosse exatamente o mesmo filme, dirigido pelo João da padaria, as críticas seriam pesadíssimas. Críticos de cinema (os que ganham dinheiro com isso) são totalmente presos a esteriótipos e costumam enxergar "grandes obras" em versões desastrosas como essa. Kubrick é um ótimo diretor, realizou trabalhos fantásticos, mas isso não é motivo para tratá-lo como "deus" (em minúsculo mesmo).

Se fosse uma obra teatral, onde existem severas limitações, essa versão do clássico de King seria até aceitável. O problema é que estamos falando de um filme, onde o universo de recursos é quase infinito e, como o filme se propõe a ser um filme de suspense (mais que terror), definitivamente não consegue. É fraco, o suspense chega a ser monótono e previsível (talvez, em parte por já ter conhecido o livro antes de ver o filme). Não é porque foi feito pelo, muitas vezes caricato, Kubrick que mereça ser chamado de grande filme. Ou mesmo pelas manias incontroláveis do diretor de repetição a exaustão das cenas ou o uso de tecnologia de ponta na época. Isso foi um dos principais fatores que fizeram com que o filme ganhasse o ar de "clássico" que ganhou, mesmo sem merecer.

As atuações são boas, especial de Jack Nicholson, mas estão muito longe de serem as maravilhosas como pintam ou (tentam) nos fazer acreditar. Já Danny Lloyd, pobre coitado, fez o que pode para segurar as cenas patéticas dele conversando com o próprio dedo, criação bastante bizarra de Kubrick. Tem muita coisa a ser dado mais valor e que, por cretinice, não se reconhece. Esse é o trabalho dos críticos de cinema.

Para não dizer que é só crítica, a cena do sangue todo vazando o elevador e chegando ao corredor é sensacional, mesmo que quase sem propósito. E o cenário nas montanhas é magnífico, sem contar pelo fato de terem citado a incrível história conhecida como "The Donner Party".

Esse filme é uma obra non-sense, quase metafórica (me recuso a acreditar que alguém consiga ficar tenso com esse filme). Uma mera exposição da arte (completamente abstrata) de Kubrick sem uma clara definição do que realmente é - talvez daí venha tantas opiniões contraditórias. Só que nem tudo que tem uma "qualidade abstrata" necessariamente é bom - como eu disse o nome "Kubrick" impõe uma responsabilidade que o filme não tem.

A crítica americana caiu pesado em cima do filme antes do "endeusamento" que é feito a Kubrick, simplesmente porque não se prenderam a um (ótimo) diretor para tecer a crítica a um filme por si só.

"Com tudo na mão, o diretor Stanley Kubrick se aliou a um irriquieto Jack Nicholson para destruir tudo o que havia de aterrorizante no best-seller de Stephen King...... quanto mais maluco fica Nicholson, mais idiota parece. Shelley Duvall transforma a acolhedora e compreensiva esposa do livro em uma histérica caricatural e semi-retardada."
Revista Variety, na época do lançamento.

"Só porque você é perfeccionista, não quer dizer que seja perfeito"
Jack Nicholson, durante as filmagens.

"Há dois problemas básicos [quanto a adaptação de sua obra]: primeiro, Kubrick é um homem muito frio, pragmático e racional, um cético visceral. Além disso, tem grande dificuldade em conceber, mesmo que academicamente, um mundo sobrenatural. Ele não acreditava."
Stephen King, o tal que escreveu "The Shining", desaprovando a adaptação.

Ou seja, se o próprio autor desgostou do resultado é, no mínimo, de se pensar se há tanta qualidade quanto se vê (ou que querem que veja). Repito novamente, para não parecer perseguição: Kubrick, um dos maiores diretores da história, de filmes fantásticos. Só que, nem tudo o que ele faz, há que se reverenciar. E definitivamente, esse filme não merece. É ruim, muito ruim.

Melhor ficar com a série lançada em 1997, que depois virou filme de 5 horas. Mais aterrorizante (não era essa a proposta inicial?), mais verdadeira e menos "artística". Curioso é que essa recebe críticas pesadas, apesar de estar bem mais próxima do livro em que foi baseada. Será que as opiniões (dos tais) seriam as mesmas se no lugar do nome "Mick Garris" estivesse "Stanley Kubrick"??? Eu não tenho a menor dúvida.

domingo, 30 de março de 2008

Rec


Achei um filme excelente pra quem gosta do gênero "Extermínio", "Resident Evil" (a história dos jogos, especificamente), "Madrugada dos Mortos" e cia. Na verdade, é muito maior a relação com o primeiro citado aqui. Na verdade, acho até que se trata de uma versão alternativa a "28 Days...";

[Rec] é um filme espanhol, feito no estilo 'Bruxa de Blair' de filmagem com a camera em movimento. Tudo para deixar um ar mais dramático e realista. Alias, realismo é pouco para o filme.

A história é simples e sem enrolação. Uma jornalista de um programa noturno, desses que ninguém assiste mas todo mundo conhece, resolve fazer uma reportagem especial acompanhando um caminhão dos bombeiros pelas ruas de Barcelona e uma chamada de rotina.

Quando chegam ao prédio da chamada, se deparam com estranhos fatos e relatos, até o momento em que se dão conta que são isolados pela vigilância sanitária local da cidade. Com o tempo, descobrem que na verdade, estão correndo grande risco pois o prédio está infectado com uma espécia de vírus da raiva (lembra de Extermínio?) que torna as pessoas agressivas e mortais umas as outras.

Não sei porque esse tipo de história fascina tanto cineastas europeus (e a mim, claro). Talvez algo muito parecido esteja prestes a acontecer. Sabe-se que guerras biológicas já não são parte da ficção científica, e com a atual conturbada relação política sob a qual vive o mundo, em breve não será raro se deparar com um insano sem consciência tentando te mutilar com os dentes por aí. Dizem que está prevista uma versão americana idêntica para esse filme, algo parecido com o que estão fazendo com os filmes de horror japoneses. Tomara que saia, quanto mais, melhor!


Outro fato legal é a forma de divulgação do filme. Ao contrários dos tradicionais trailers, está rolando um video com a reação da platéia quanto aos sustos durante a exibição. Segue o video nesse link:
http://www.youtube.com/watch?v=nfgZlMYj_NU

Filme pra baixar no Mulinha: [Rec] via eMule

Legendas no SubXtreme

Conta Comigo

Faz poucos dias, eu estava me preparando para ir dormir, quando liguei a TV já no fundo da madrugada. Sabe, coisa comum que se faz para dormir hoje em dia, programa o "sleep" para uns 30 minutos e se vira na cama até que o sono caia. Mas quando fiz isso, ao me virar, ouvi uma voz conhecida, de um dublador marcante. Não tive um exato reconhecimento na hora para com algum personagem, mas me lembrei que ao dizer "Conta Comigo" senti algo familiar.

A muitos anos assisti esse verdadeiro clássico do cinema dos anos 80. Quase sempre (na verdade, acho que sempre) na saudosa Sessão da Tarde, ao qual meus atuais horários de emprego e a programação já não ajudem mais a ser tão saudosos assim. Sim, era aquele filme que me marcara, e talvez tenha marcado toda uma geração.

Partindo do princípio dos créditos do filme hoje em dia, nota-se se tratar de uma obra prima. Nada como um (mais um) filme baseado no gênio(!) Stephen King. Tendo ainda no elenco, River Phoenix, Kiefer Sutherland e John Cusack seria sinônimo de mega-sucesso nos dias de hoje, mas eram apenas os atores consagrados em início de carreira.

O mais engraçado é que ao ver as opiniões sobre o filme no Orkut, todos praticamente batem na mesma tecla: 'amizade'. É claro, o filme é nada mais, nada menos que o ícone do que representa essa palavra. Mas ao nos depararmos com o criador da obra, Mr. King (não tem esse nome por acaso, hehe), sabe-se que é muito mais que isso. O filme não é só mais uma das tantas obras que enfocam os amigos tendo gestos bonitos uns com os outros.

Não, não seria Stephen King se assim o fizesse. O filme é uma retratação perfeita da vida. Ninguém é santo, ninguém é o diabo. Não são crianças ingênuas, não são adultos pragmáticos. São seres humanos ali. Até pelo filme ser emblemático com relação a amizade, não vemos esteriótipos de gestos maravilhosos entre os protagonistas. Vemos a amizade verdadeira, como acontece nas nossas vidas. Tirações de sarro, brigas, histórias, mentiras e verdades. Nada de crianças pequeninas e bonitinhas com atitudes adoráveis. São garotos, com suas virtudes e defeitos, todos expostos ali. Já com traços de amadurecimento, mas sem perder as inibições de crianças. Aliás, que obra conseguiria atrair tantas críticas positivas com a premissa de 4 garotos menores de 18 anos indo fugindo de casa e indo atrás de um corpo de um ser humano?

Outro ponto importante é o fato do filme não ser o velho clichê de sempre. Não há final feliz com todo mundo se dando bem na vida. O final é algo natural que acontece na nossa vida, momentos tristes da vida de um adulto com presságios da infância quase que como um tranquilizante. Acho que todo mundo faz isso, toma algumas horas pra pensar nos bons tempos de infância. "Bons" não só por momentos bons, mas por todos os momentos. Época em que se vivia de verdade. A vida sem grandes responsabilidades, sem objetivos inalcansáveis. Tudo ali, voltado pra você. São sempre os "bons e velhos tempos que não voltam mais". Nada é mais dopante que passar horas pensando em como a vida era alegre, convidativa, fácil. Diferente das dificuldades de possuir um emprego, demonstrar sua 'capacidade' a sociedade que tanto o expele.

Vale também o registro do filme mais marcante de River Phoenix, ator que faleceu muito jovem, mas que virou ícone de uma geração. Vale também as clássicas vozes da dublagem, marcantes. E vale cada segundo vivido passar duas horas na frente da TV pra ver esse clássico e tanto!



Baixar o Filme via eMule - 2 Áudios



Legenda

domingo, 16 de março de 2008

A Tempestade do Século


O filme de Stephen King é uma pequena obra prima, como praticamente tudo o que esse senhor faz, apesar de eu não gostar 100% de suas obras. Assisti pela primeira vez alguns anos atrás no SBT, como a grande maioria das pessoas (pelo que li no Orkut). Até por não se tratar de um filme comercial, apesar de bastante apelativo, seja que sentido for da palavra. Basicamente, envolve questões polêmicas como fé e religião (estando uma ligada a outra ou não). Só que esse não é o ponto alto do filme pra mim. Mas sim a descrença na humanidade, algo que a cada dia que passa, se torna mais real nesse século. Não por acaso, o filme feito no século passado, se mantêm tão atual. E claro, não por acaso, tem um título tão sugestivo. Aliás, isso é um caso à parte:

O fato de jogar o filme em meio a um caos climático de grandes proporções (no caso, a tal tempestade - e de inverno!) só causa uma melhor impressão. Nada como condições sub-humanas para fazer o ser humano se superar cada vez mais em suas relações fé/ciência/racionalidade. Parece que é quando a coisa aperta que elas ficam mais evidentes. É quando uma pessoa (ou todas as pessoas, como no filme) deixam de lado qualquer crença ou santidade e se lembra que no momento difícil, é hora de apelar pra seres supremos somente no pensamento e tomar decisões mais sérias e racionais para sobreviver. Algo parecido com pessoas que escaparam de grandes desastres, e que mesmo assim atribuem tal feito a divindades. Quer dizer que todos os outros eram ateus?

Não sei quão religioso é o sr. King, mas tenho certeza que pelo menos para discussão ele colocou tal fato no filme. A prova de que o pensamento coletivo é burro, quando praticamente não há opositores. É a velha história: "se a voz do povo é a voz de D***, eu vou com a outra". Praticamente tudo o que é popular é errado, até porque a humanidade tem em sua natureza a irracionalidade. Algo também envolto com fé e religião. E culpem-me (nos) por ser anti-qualquer coisa, acusem-me (nos) de ser adorador de que ser for (escrotice), mas só o fato de Andre Linoge vencer no final já dá uma bela idéia de como as coisas realmente são. Essa é a maior mensagem do filme: "vai na dos outros, e se dará mal, otário!"; Talvez até daí nasça todo o charme desse filme fantástico, o fato de não ser popular. Quanto menos popular, maior qualidade, maior racionalidade. E com neve ainda, fica perfeito! (hehehe)

domingo, 27 de janeiro de 2008

12 Horas até o Amanhecer

Aproveitando pra divulgar um dos meus poucos videos do YouTube, comentário sobre esse filme interessante com Brendam Fraser, rodado em São Paulo.





Realmente, pra quem espera por uma obra de arte, vai se decepcionar muito. Mas acho que com os mínimos neurônios em funcionamento, somente por assistir o trailer ou ler sobre saberá o que o filme quiz passar.

O filme é totalmente Underground, conta a história de pai e filho americanos, donos de um bordel em São Paulo, já que não podem voltar para os EUA. Eles "herdam" uma maleta cheia de cocaína e tentam fazer dinheiro com ela para melhorar de vida. Mas o seu "laranja" morre e eles tem que encontrar outro africano que possa negociar na língua dos compradores da droga. O filme é basicamente isso, nada excepcional. Porém tem uma história envolvente, mas bem suja.

Sobre São Paulo, o que dá pra falar é que as cenas do início, em que aparecem as legendas "São Paulo - Brazil" são muito boas, excelentes, São Paulo sob um olhar de amanhecer azulado, mostrando toda a região central, no video acima. O filme em si se passa na Cracolândia, até para manter o clima de underground. Mas outras áreas da cidade podem ser percebidas, como o Vale do Anhangabau, a Liberdade e até o Porto de Santos, onde a droga seria entregue. Até cometem uma pequena gafe ao mostrar alguns mendigos se "aquecendo" no porto em um latão de óleo pegando fogo. Imagino o "frio" que estaria em Santos em pleno mês de dezembro, mas enfim, hehe.

No making of é interessante ver as opiniões sobre São Paulo. Como já foi dito, eles comparam a cidade como sendo uma mistura de Mexico City com New York. Falam sobre o clima paulistano, que amanhecia com seu friozinho e chuva. Brendam Fraser chega a brincar, falando que conversava com os outros atores e falava "vejam, aquele pontinho ali é o Sol". Acho que pegaram uma época de bastante chuva, provavelmente o verão, mas estranho dizerem que sentiam frio(?!?); As cenas finais no Minhocão também são muito legais.

O filme não vai fazer um sucesso estrondoso, longe disso. Mas é interessante pra São Paulo que entre na rota de cidades conhecidas do resto do mundo em geral. Já li que Nova York chega a bancar toda a limpeza das ruas da cidade somente com o dinheiro arrecadado com as cenas de filmes gravados na cidade (e olha que é bem caro limpar uma cidade que neva). É evidente que São Paulo não chegará a ter tamanha arrecadação, porém é interessante para a cidade esse tipo de divulgação (por mais que o filme retrate o sub-mundo), pois atrai mais turistas, investimentos estrangeiros, etc. Nova York na década de 1980 era super poluída e criminalizada, porém, conseguia muita fama com filmes. Só se "concertou" com a campanha "I Love NY", que incentivava turismo, propagandas, campanhas publicitárias que divulgassem a cidade. São Paulo poderia partir para um projeto semelhante, e divulgar a imagem através de filmes é um meio muito interessante. Dessa vez foi um filme sobre as coisas ruins, mas derepente, podem "pipocar" filmes que mostrem o lado bom da cidade, como o próprio diretor disse, algo que seria realmente interessante. Principalmente filmes com a visão que o estrangeiro tem da cidade.

Informações sobre o filme:
Adoro Cinema: http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/12-horas-ate-o-amanhecer/12-horas-ate-o-amanhecer.asp
Internet Movie Database: http://www.imdb.com/title/tt0454879/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Fucking Åmål


Sabe aquele tipo de filme que passa naqueles festivais de cinema em que só vão vegetarianos, adoradores de Shakespeare e seguidores de Marx? Então, Fucking Åmål é esse tipo de filme. Pode facilmente ser classificado como um filme "B". Nunca definiram bem uma regra para definir esse tipo de definição (rs), mas é mais ou menos assim: super-produção, principalmente saída de Hollywood é uma coisa, o resto é "B". Então, novamente, esse é o caso do filme. Mas esse me chamou a atenção de uma forma diferente. Não sou fã do tipo de filme que (tenta) ser 'cabeça', daqueles que ninguém entende e sai tecendo críticas como se o imperialismo fosse a pior coisa do mundo (não é!). Porém, a película em questão tem um ar mais realista, e menos filosófico. É mais como uma exposição da sociedade pré-adulta da Suécia (terra do filme), mostrando toda sua face alternativa. São jovens europeus, com alto poder aquisitivo e que vivem em um país modelo. Mas tem suas "fraquezas", como consumo de álcool e perda da identidade local, toda voltada a países estrangeiros.

O filme pode ser encontrado também com o título "Show me Love", em alusão ao tema central do romance de duas jovens suecas. Mas isso é o de menos. O que realmente importa nesse filme é a humanização da sociedade européia, muitas vezes tratada como um antro de pessoas finas, ricas e asquerosas ao mesmo tempo pelos terceiro-mundistas (ou seja, nós). Lá, como cá, os jovens são os mesmos, tem costumes muito parecidos. Nenhum dos protagonistas do filme saía pra esquiar ou ler na maior biblioteca de Estocolmo pra tentar um dia receber um Nobel e ser o orgulho da terra natal. Todos eram como a classe média brasileira é, e como a classe média mundial de todo o mundo é. Consumista, prefere sempre o que é melhor ou o que acha mais bacana, independente da cultura local (seja por um poster do Nirvana, seja por beber Coca-Cola). Gosta de andar em grupos, onde existem divisões de classes, com os mais populares ditando regras que os outros cabeças ocas seguem cegamente. São extremamente rebeldes e, ao mesmo tempo, crianças ainda não formadas, que fazem dos menores problemas, motivo para querer o suicídio. Há os mais populares, as mais populares, e aqueles que são avesso a tudo isso e que, um dia provavelmente, serão os patrões dos que hoje se gabam de notoriedade regional. É como uma sociedade qualquer. Existem sim as diferenças culturais, mas no fundo, a essência dessa idade é a mesma.

O título do filme assusta. O menos desavisado acha que se trata de um filme pornô pelo "Åmål" (que nada mais é do que uma cidade sueca). Mas mesmo não tendo cenas de sexo explícito (nem de maneira alguma), é um filme que choca, por suas duas protagonista descobrirem um lado "B", assim como costumam classificar o filme. Agnes é a menina diferente da turminha da escola, não tem amigas, evita contato para não ser hostilizada. Coisa comum, em qualquer escola de periferia de São Paulo se vê isso. Mas ela não revela que gosta da garota mais popular da escola, pois é nova na cidade. Tranca pra si sua vontade. Enquanto Elin, a loira por quem Agnes é apaixonada, vive sua vida conturbada de 'estrelinha' da turma, sendo a mais popular em festas e coisas do tipo. Esse é só o ponto central do filme, mas os detalhes é que são interessantes, justamente pela naturalidade. É interessante pra se ver em uma tarde sem nada pra fazer e com os canais Telecine como degustação. Nada que mereça atenção muito especial, senão é perigoso descobrir que o filme é ruim. Melhor guardar a primeira impressão e não se aprofundar. Acho que chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 1998 pela Suécia, ou esteve bem próximo disso. Se não foi, ainda bem. O charme do filme com título forte é justamente passar desapercebido entre um blockbuster aqui e outro ali. Outro destaque (pra mim, pelo menos), é a trilha sonora completamente underground e com "ritmo" inglês, bem característca escandinava. Vale por Broder Daniel.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Extermínios e Genocídios


Antes de ontem assisti o filme "I am Legend" ("Eu sou a Lenda"), com Will Smith e Alice Braga. Gostei bastante do filme especialmente pelo conteúdo principal, o tipo de história que sempre me fascinou em filmes: extermínio da raça humana. Não que eu sonhe em um dia fazer isso (hahaha), nem que espere ou torça para que isso aconteça, mas acho um dos temas mais interessantes na hora de colocar nas telas, um mundo desse tamanho, com todas as suas formas, cidades, países, mas sem humanos. Ou pouco deles, ou o que sobrou deles. E claro, não aqueles que acabam de vez com a humanidade, sem deixar nem sequer vestígios direito (estilo Exterminador do Futuro com lançamento de bomba nuclear, apesar que isso também torna um filme interessante pra mim).

No caso específico do filme de Will Smith (grande ator e astro), nem é dos melhores do gênero, apesar de me interessar em dois pontos específicos. O primeiro em especial é o fato de levarem esse estilo aos blockbusters, o que chama a atenção do grande público e, por tabela, saia alguma continuação ou aquelas cópias do filme. Sendo sobre o tema, é sempre interessante. O outro é o fato de um filme focar Nova York abandonada. É realmente perturbador ver Manhattan sem uma alma viva praticamente. Lembro de ter visto algo semelhante em outro filme espetacular, "Os 12 Macacos" (Twelve Monkeys). Porém, o filme peca em alguns aspectos importantes, como no fato dos humanos mutantes serem feitos em computação gráfica. Acaba tirando muito do realismo e do interesse. Seria mais interessante usar atores mesmo, e os mutantes sem tamanhas habilidades físicas, de pular feito jaguares. E também, jogar um astro reconhecido como Smith em um filme desses, acaba com o realismo de vez, pois ele sempre tem que ter seus atos heróicos de ações, ser super-bem treinado, saudável e coisas do tipo. Ele também é pouco perturbado mentalmente, e isso é com certeza o ponto principal quando se faz uma personagem que se encontra sozinho no mundo. Não há como imaginar as reações de um ser humano exatamente, mas agir ao natural fazendo exercícios de manhã, se alimentando bem ou 'alugando' DVD´s para assistir? É complicado demais.

Acho que esse meu interesse pelo tema, especificamente, de extermínio da humanidade, nasceu da paixão pelo jogo e, principalmente, pelo enredo de Resident Evil. Desde que joguei esse jogo pela primeira vez, em 1996, vi que o assunto me interessava. É claro que a primeira palavra que vem a cabeça quando o nome do jogo é mencionado são de zumbis. Mas o jogo não é específico sobre o assunto, tanto é que basta se aprofundar no enredo do jogo e descobrir que esse é o menor dos detalhes. É difícil até chamá-los de zumbis, uma vez que tem características próprias. Em RE, a história parte para um lado excepcional, com interesses de grande corporação por trás (Umbrella), reviravoltas, mortes, junção de vários elementos incrementares que a tornam complexa e interessantíssima ao mesmo tempo. Estudá-la é parte de minhas leituras favoritas. Pena que ainda são poucas as fontes realmente confiáveis. Mas com o tempo, cada peça do quebra-cabeça se junta novamente. Porém, no caso desse, os filmes partiram para um outro lado. Ainda no lançamento do primeiro, me lembro que tentava ainda encaixar os personagens com o plot do jogo, mas realmente, não tem jeito. Pode-se avaliar os filmes como algo a parte, apenas baseados mesmo no jogo. Já mencionei isso no artigo sobre o novo filme de SF. Eu ainda sim gostei dos dois primeiros filmes, se apenas considerá-los como bons filmes de ação. Uma pena que não estejam condizentes com a história de verdade. Agora, ao que parece, será lançado um filme em CG que fará e contará parte da história, o que realmente me deixa ansioso. Mal posso esperar. O terceiro filme veio apenas para dar uma pá de cal na trilogia, deixando muito a desejar e sendo de extremo mal gosto. Pobre Milla Jovovich, merecia coisa melhor.

Pra mim, os filmes definitivos sobre esse gênero é o que deu idéia para o nome do artigo: Extermínio (28 Days Later e 28 Weeks Later). Tanto que são meus as maiores edições sobre o filme no Wikipédia. Me lembro de ter visto o primeiro anuncio do filme nos filmes em cartaz da Sky. Me interessei no mesmo momento, até pela antecedência do primeiro filme de RE. Quando meu amigo Dênis me confirmou sobre o que se tratava, fiquei fissurado atrás do filme, até achá-lo para locar, algo não muito fácil em uma pequena cidade do interior. A começar, pelo estilo de filme "B" que leva o nome de Danny Boyle. Extermínio realmente é uma obra prima nesse ponto. Conseguiu traduzir todo o sentimento de estar sozinho em um mundo abandonado. A trilha sonora ajuda também. Deixa aquele clima estranho, de outro mundo, típico para quem se imagina um dia acordar e estar sozinho no planeta. Depois, a história se desenvolve de forma brilhante, mostrando boa parte da infecção, transformação das pessoas pelo vírus da raiva (também não são zumbis) e da tentativa de sobrevivência das personagens. O segundo filme, a continuação, já foi diferente, mas não menos espetacular. Saiu o clima de filme "B" para um visual blockbuster, mas com a mesma maestria do primeiro. A evacuação de Londres e a re-população são cenas extremamente bem-feitas, com um realismo impressionante. E depois, no momento em que o alerta vermelho é dado para sacrificar todas as pessoas para que o contágio não se espalhe é de arrepiar. Nem tanto pelas cenas em si, apenas muito bem gravadas, mas pela atitude de humanos ordenando a execução de outros humanos, algo muito comum na história, desde genocidas até líderes de igrejas. Tentar imaginar um cenário assim, ou pior ainda, sendo parte dele, é aterrorizador. Mas interessante, muito interessante e intrigante.

Creio que os seres humanos costumam ter esse tipo de pensamento de vez em quando. O filme "Eu sou a Lenda" foi baseado em um livro de romance bem antigo, nem sei a data. Mas ao que parece, essa idéia de estar sozinho no mundo é aquele tipo de pergunta que sempre nos fazemos: "como seria se eu acordasse (como o Jim) e não tivesse mais ninguém no mundo, só eu?" E eu como bom homo-sapiens que sou também me indago as vezes. Mas porque imaginar isso? Talvez pelo medo que todos temos, de não estar acompanhado, de precisar de alguém que se lembre de nós. Aquele mesmo medo que tantos tem de terminar a vida sozinho em um asilo. Talvez até pior que estar sozinho no mundo, é estar em um com 6 bilhões de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho. Várias pessoas já estiveram na situação de passar vários anos sem contato com outro ser-humano. O filme "Náufrago" retrata bem o lado psicológico do isolamento. E eu acredito que seja algo bem parecido, desde a insanidade atacando, até o valor a coisas antes consideradas pequenas e corriqueiras. Só que o caso é diferente, apesar da situação ser tão psicológicamente forte quanto. Se um dia eu (ou qualquer outro) acordasse e não encontrasse mais ninguém no mundo, apesar de todas as coisas estarem intactas, carros, edifícios, super-mercados, qual seria a reação? Por isso, talvez, a maioria das histórias citadas acima se baseiam em um vírus mortal para tal situação. Até porque, seria complicado os ET´s abduzirem todos os seres humanos e te deixarem para trás, então, mais fácil que isso, é que todos morram ou se transformem em uma coisa que não um ser humano com comportamento típico. E claro, o lado mais realista que vivemos atualmente parte para o lado de um ataque biológico, seja esse terrorista ou acidental. Sabemos que o maior inimigo do homem são as doenças, principalmente as virais. São muito difíceis de serem controladas, e se colocadas em uma cadeia de reações quase instantâneas, seria sim facilmente o fim da raça humana. Esse é um dos maiores medos da bio-medicina desse novo século.

Uma pessoa tem várias formas de defesa, principalmente contra aquilo que ela vê. Agora, contra algo microscópico, é impossível. Dependemos do nosso corpo, e esse nem sempre tem a resposta (cura). É o caso citado nos filmes "12 Macacos", "Extermínio", "Eu sou a Lenda", "Resident Evil" e uns tantos outros. No caso do ótimo filme "Epidemia" é ainda mais realístico, mostrando o lado mais imediático do caso. Mas todos tem essa ligação. Esse lado obscuro que pode levar a humanidade ao seu fim ainda mais rápido que as causas naturais. E isso encanta, apesar de reprimir sentimentos. É sempre interessante ler algo com o tema, assistir a um bom filme ainda, melhor! E poder ver tudo ao vivo, sem ser uma das vítimas, parece mais atrativo ainda.

Mas claro que no caso de citar tantos filmes com "zumbis", não poderia deixar as obras de George Romero para trás, sem ao menos um comentário. É claro que são casos diferentes. Pra falar a verdade até assistí, mas pouco me marcaram seus filmes mais antigos, os clássicos. O interesse nele e em suas obras nasceu com "Terra dos Mortos" (Land of the Dead), filme mais recente e, para muitos, o pior deles. É claro que não vou concordar, hehe. Aí, no caso, mostra nem tanto um abandono solitário, nem a causa de um vírus. Na verdade, a causa dos mortos voltarem a tona nem sequer é explicada (o que torna ainda maior o charme da história). São apenas humanos lutando para sobreviver em um mundo parcialmente devastado onde os mortos andam e caçam vivos (!!!!). A outra "franquia" sem a assinatura do mestre, "Madrugada dos Mortos" (Dawn of the Dead), é apenas uma re-gravação do clássico, mas mesmo assim mantêm o nível. É divertido ver o desprendimento dos sobreviventes e o modo como eles encaram a situação, sem insanidade, puramente com o instinto de sobrevivência. Não sei até que ponto as pessoas consideram isso divertido, mas eu sim! E muito...

... e gastaria muitas horas vendo esse tipo de filme (por isso a consideração do "Eu sou a Lenda", tornando o tema como blockbuster). E claro, até o dia em que acordar, não tiver mais ninguém para conversar e ter que lutar pela sobrevivência contra pessoas controladas pela fome canibalística (hahahaha)!






segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Jurassic Park


É difícil quando me fazem a pergunta (ou quando tenho que responder um questionário) de qual meu filme favorito. Acho que não tenho um filme favorito, não tem aquele que eu tenha assistido e possa falar "esse é o melhor". Mas com certeza, um que eu poderia facilmente falar que me marcou demais foi Jurassic Park (1993). Apesar de já ter até de certa forma enjoado do filme, tamanhas são as vezes que eu o assistí ou que ele foi reprisado na TV. De qualquer forma, pra mim, continua sendo uma das maiores obras primas do cinema de todos os tempos. Simplesmente porque consegue reunir em um mesmo filme, praticamente todos os quesitos que eu consiga avaliar um filme como sendo bom. E claro, sua qualidade reconhecida em cada um dos quesitos, apesar de alguns homossexuais frustrados (também conhecidos como críticos de cinema) sempre dizerem o contrário. Não, nem 'Cidadão Kane', nem 'E o Vento Levou', nem 'Casablanca', nenhum desses soníferos supera a obra prima do gênio (literalmente) Steven Spielberg.

A começar pelo principal ponto ao se ver um filme: roteiro. O filme de 1994 é baseado no livro homônimo, de
Michael Crichton. Nunca li o livro, até porque não sou dos maiores fãs de leitura em livros, apesar de gostar de alguns. E sinceramente, essa modinha besta entre os pseudo-intelectuais de achar que sempre o livro é melhor que o filme por conter mais detalhes, acho uma tremenda de uma besteira. Mil vezes assistir, com os olhos, uma cena história (como a da foto acima), do que ler 55 páginas da mesma cena e ter que imaginá-las. Não há a menor comparação! E quando o assunto é roteiro, aí sim eu posso falar que JP é o melhor filme de todos os tempos. Adaptação ou não (claro que é), continuo achando o filme um dos maiores feitos da humanidade. A idéia era simples, através de clonagem (na época, ainda era ficção científica), cria-se dinossauros, aqueles seres que morreram a milhares de anos, e que os escritores da bíblia não tinham a menor idéia de que existissem, mesmo tendo "falado" com o criador (aff). Mas mais que isso, o filme é classificado como ficção científica, gênero que invariavelmente cria os melhores roteiros, as histórias mais espetaculares. Isso também, claro, desde que a palavra ficção não seja levada muito a sério, afinal, só é legal quando nos faz imaginar que tal coisa é possível. Criar dinossauros, com todo o avanço tecnológico de hoje em dia, acho que ninguém duvida. Já coisas do tipo de Star Wars, não passa de viagem, como é 'Alice no País das Maravilhas'. Daí vem a diferença. Por mais que ambas, muitas vezes, não passem de fantasia.

Com certeza, apesar do roteiro ser o melhor do filme, o mais marcante desse para o público em geral foram os efeitos especiais. De nada adiantaria ter esse roteiro maravilhoso, se não tivesse como passar isso para a tela. E é aí que ganha dos livros. Mágico! A cena da foto acima, além de marcante, é uma prova de que mesmo a anos atrás, Spielberg já era gênio. Ele e toda sua equipe. São simplesmente impecáveis, com certeza, revolucionou essa indústria, dos efeitos especiais. Basta pegar os efeitos dos filmes dos anos 80, compará-los com os atuais, e verá que o salto de qualidade, quando deixaram de ser aquela coisa falsa, foi justamente com JP. É difícil acreditar que aquele T-Rex era computadorizado. Assim como os velociraptors. E isso é uma das coisas que mais admiro em Spielberg, seus filmes são carregados de efeitos espetaculares, que fazem uma imagem valer mais que 20 livros. E por isso é um gênio.

Mas é verdade também que de nada adiantaria tudo isso, se não tivesse os atores certos. Longe de celebridades e atores "bonitinhos", foram escolhidos as pessoas certas para os papéis certos.
Sam Neil tem cara de arqueólogo, tem jeito de arqueólogo, e só não é arqueólogo porque é um grande ator. Laura Dern faz bem o papel de "protagonista secundária". Jeff Goldblum foi o pior deles. Ele teve atuação fantástica como o lendário Ian Malcolm (nome sugestivo). Mas como ele pode ter sido o pior? Simples: ele não interpretou, ele foi ele mesmo no filme. Já o vi em outras entrevistas, em talk shows, ele é o Dr. Malcolm na vida real. Um ator acima de qualquer suspeita, no papel mais legal de todos, apesar do pouco trabalho que ele teve em ser a si mesmo. Tim e Lex, interpretados pelos Joseph Mazzello e Ariana Richards também mantem o clima de super-produção. Não sei porque depois não deslancharam na carreira, coisas de "Bloodywood". Jhon Hammond (Richard Attenborough) fez o papel de anti-mocinho, anti-herói, anti-vilão. Aquele que põe tudo a mesa, faz o sonho acontecer e sempre é considerado o culpado, assim como todos os maiores sonhadores da história, como Walt Disney, Enzo Ferrari, Bill Gates e tantos outros, muitos deles considerados mal da humanidade, errôneamente e injustamente. São as pessoas que, com sonhos, fazem história, diferente das outras bilhões que viveram na mesma época e não passaram de anônimos. Uma pena o Sr. Hammond ser somente uma personagem de ficção, e não de reflexão.

Mas de nada adiantariam roteiro maravilhoso, efeitos especiais espetaculares, ótimos atores em ótimos papéis se um gênio não comandasse tudo: e aí vem o discípulo judeu que superou (e muito, na minha opinião) o mestre. Os fãs de mestre Yoda nunca concordam. Mas que se "Fyoda"! Pra mim, não é somente o melhor diretor do cinema, é o sujeito que criou os verdadeiros blockbusters. Sim, houveram muitos outros filmes de tremendo sucesso antes dos desse senhor, mas realmente poucos tiveram a ousadia de ser tão bem sucedido em quase tudo o que faz. Não a toa sua empresa se chame '
Dreamworks' ("Fábrica de Sonhos"). E não a toa ele não se apóia em somente uma obra sua (agora os fantasiados de Chewbacca vão me xingar de vez, mas os respeito).

Enfim, ver a cena do carro parado com o pé de cabra (estou falando literalmente) cair sobre o capô, ainda ensanguentado, e depois escutar os passos aterrorizantes balançando a água em forma uniforme partindo os "raios" do centro da poça ou do copo (sinal de que o tremor veio da terra, não de outro balanço - teoria do caos, diria Ian Malcolm). Aí, um ser que deveria estar morto a alguns milhões de anos, com 15 metros de altura, rugindo com a ferocidade de 40 leoas no cio, deixando a marca da sua pegada na lama e mostrando dentes que seriam capazes de cortar o diamante mais duro possível. E você ali, dentro de um carro frágil e lento (antes fosse uma Ferrari, diria Enzo), tendo apenas como armas um sinalizador que chama ainda mais a atenção do rabudo (não sortudo), ou sua voz tentando superar no desespero o grito do maior predador de todos os tempos, pelo menos na fama (é, o homo sapiens ainda ganha). Não é propaganda do Master Card, mas tem coisas que somente Steven Spielberg faz por você!

Link interessante:
Jurassic Park Brasil, comunidade do mal falado Orkut. Muita informação 2.0, com algumas asneiras também, mas muito boa! Depois, escreverei artigos sobre as continuações;