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quinta-feira, 29 de julho de 2010

[Games] - Como Comprar Jogos na PSN

Baseando em um tutorial muito bom feito pelo Murilo, da comunidade do PS3 no Orkut, resolvi fazer esse tutorial pra auxiliar o pessoal que procura uma maneira fácil de fazer suas compras na PSN usando cartão de crédito ou o famoso PSN Card. Não é difícil, mas é preciso seguir os passos de forma exata para não haver problemas, pois há muitas reclamações a respeito dos usuários da máquina da Sony.

Primeiro é importante saber que ainda não existe a PS Store Brasileira, não pelo menos enquanto escrevo esse tutorial, apesar das várias especulações. Isso significa que só é possível comprar jogos, Add-ons e DLC's com cadastro de usuários de outros países, especialmente EUA, Japão ou algum país da União Européia. Então, pode até ter sua conta brasileira, mas saiba que isso te limitará para ter 100% da capacidade de seu console.

Feito isso, vamos ao tutorial:

1 - Se cadastrar na PSN. Como dito anteriormente, é preciso se cadastrar com uma conta de outro país. Esse tutorial segue o cadastro de uma conta AMERICANA. Então, preste atenção antes de começar o seu. No caso americano, há estados que cobram taxas extras sobre seus produtos vendidos. São impostos normais, mas variam de estado para estado. Alguns estados são garantidos que não possuem essa taxa (que é sempre bem pequena), como Califórnia e Nevada. Mas isso ainda não depende de você. Ideal é que você se cadastre com um endereço do mesmo CEP de seu cartão de crédito. Como fazer isso? Pegue o CEP da rua de onde seu cartão está cadastrado, o endereço do titular do cartão. O meu, por exemplo, é 13607-XXX (ocultado o final por razões óbvias), da cidade de Araras-SP. Entre nesse SITE e digite os primeiros 5 dígitos do CEP como um ZIP CODE americano. No meu caso, foi "13607" e caiu na cidade de Alexandria, no estado de Nova York. Daí a achar um endereço qualquer na internet dessa cidade no Google é bem fácil. Eu mesmo peguei o endereço da igreja central da cidade. Basta apenas preencher o cadastro com somente o endereço "falso", nome e todo o restante são meus mesmo, inclusive e-mail.

Em "Street Adress 1" se coloca a rua, "City" a cidade (no meu caso, Alexandria), “State/Province” o estado (NY) e "Postal Code" o importante, o ZIP CODE/CEP, 13607 no meu caso.

Agora, precisa-se definir como será pago sua compra. Através de cartão de crédito ou PSN Card.

Cartão: muitos tem dito que cartão VISA não funciona para compras na PSN, mesmo sendo Internacional e mesmo CEP do ZIP CODE do cadastro. Então, procure usar MASTERCARD (no meu caso, usei do Banco Santander, e funcionou).

O próximo passo é cadastrar os dados do seu cartão. Para isso, na própria XMB do console, navegue em PlayStation Network > Account Management > Account Information > Billing Information. Onde diz “Card Type”, selecione a bandeira do seu cartão (MASTERCARD no meu exemplo). Na opção “Cardholder’s Name”, coloque o nome que aparece no cartão. No campo “Card Number”, coloque o número do seu cartão, sem hífens. Em “Expires On”, coloque a data de validade que aparece no seu cartão. E onde diz “Card Security Code”, coloque o código de segurança do seu cartão. Feito tudo isso, dê um Continue. A próxima tela será do endereço de cobrança do cartão. Deixe o endereço igual ao que você cadastrou na PSN, mas no campo “Postal Code” é onde será necessário colocar o CEP/ZIP CODE. Do meu exemplo é o 13607. Após isso, dê um “Confirm”. Se tudo estiver certo, você verá uma mensagem dizendo que os dados foram inseridos com sucesso. A partir daí, você poderá comprar o que desejar diretamente ou adicionar fundos à sua carteira virtual. Para isso, vá em PlayStation Network > Account Management > Transaction Management > Transfer to Wallet > Credit Card e escolha o valor desejado.

Agora, entre na PS Store, escolha a jogo e será possível comprá-lo sem maiores dificuldades. Depois, vem a fatura no cartão de crédito, sempre com uma taxa de dolar melhor que do mercado comum. Procure se informar em seu banco.

PSN Card: aqui a maneira mais fácil e simples, porém, mais cara. Compre os PSN Cards, seja onde for, loja física ou internet (há vários no Mercado Livre, muitos com bons preços). Existem de de U$10, U$20, U$50 e U$100, mas sempre vendidos a valores mais altos em reais, mais que o dobro devido a diferença cambial e o lucro do vendedor. Com o cartão ou o código desse (em casos de compra online), é hora de inserir os códigos para ganhar seus créditos. Navegue até PlayStation Network > Account Management > Transaction Management > Transfer to Wallet > PlayStation Network Card. Na tela que aparece, você verá três campos. É só digitar a sequência de códigos em cada campo (três campos com quatro números cada) e pronto! Se der certo, você verá uma mensagem avisando que determinada quantia foi depositada em sua carteira virtual. Vale lembrar que estes créditos não têm data para expirar, portanto pode comprar sossegado!

Bom, é isso. Há diferenças em compras feitas na PSN Americana, Européia e japonesa. Fique atento à isso. E boa sorte!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Degeneration

Ontem, ao assistir Degeneration, senti que, finalmente depois de anos, pude rever uma das histórias que mais me encantou em todos os tempos. Na verdade, em se tratando de roteiro, é sem dúvidas o que mais me encantou. Biohazard/Resident Evil é uma obra prima. Quer dizer, pelo menos enquanto se dispôs a ser o que é. Com a chegada de Resident Evil 4, o castelo de baralho praticamente ruiu, deixando poucas peças em pé para que pudesse ser reiniciado novamente. Apesar dos fãs mais ufanistas, a verdade é que RE4 se descaracterizou completamente dos outros jogos, em nome de um novo jogo. Ao ser anunciado para PS2, o jogo era pra dar continuidade ao fim da Umbrella, mas trouze Leon num futuro bem mais distante, não mais lutando contra um vírus. Pra mim, pessoalmente, isso é fatal. É claro que, junto à isso, veio o pacote de explicações, de que Wesker irá usar o Las Plagas para interagir com sua amostra do vírus para criar algo mais potente e tal, mas pra mim não passou de uma desculpa esfarrapada pela derrapada que veio com o jogo. Tudo em nome da concorrência com outros jogos. Ninguém mais queria zumbis lentos, nem câmeras fixas. Então, se pensou primeiro em um jogo de ação ao contrário do Survivor Horror dos jogos anteriores. Aí a história só foi montada em cima, uma pena. Não que seja ruim, mas não é a mesma coisa.

Voltando ao filme em animação, devo começar pelos pontos fracos. Graficamente falando, está fantástico. Mas as animações em CGI (mesmo o cantarolado Final Fantasy) ainda pecam em alguns aspectos como expressões faciais e movimento da boca. A movimentação dos personagens está muito boa, mesmo que as vezes não soe tão real, mas a qualidade compensa. Agora as partes boas!

Pra quem acompanha o enredo de Resident Evil (pra mim o grande ponto forte da série toda), deveria estar com saudades dos T-Vírus e G-Vírus, assim como eu estava. A volta de dois personagens marcantes como Leon e Claire também ajuda a completar o clima de nostalgia. Sem contar nas poucas mensões a Umbrella, até essa da saudades (sinceramente, quem realmente gosta daqueles Los Illuminados?). As cenas inicias do aeroporto são fantásticas. Claire vendo os cadáveres caindo do avião após esse se chocar com saguão principal do aeroporto e dizendo "denovo não" é de arrepiar, quase uma volta ao passado. Depois, as cenas de ação de Leon ao resgatar Claire e os outros personagens, as escapas entre zumbis com cabeças explodindo, os mesmos erros de sempre cometido pelo fortão com armas (dessa vez sobrou para tal de Greg) não poderiam faltar. Até mesmo os tradicionais questionamentos, ao ver o grupo salvo saindo do aeroporto e só então os soldados estilo swat entrando atirando em todo mundo (por quê não entraram antes se eram somente zumbis lentos?). Depois é que na verdade começa o show.

As velhas histórias de suborno, conspirações de grandes empresas (sai a Umbrella, entra a WilPharma), a reviravoltas e, claro, facilities! Também não poderia ficar de fora cenas com zumbis em corredores, elevadores, tudo meio destruído, com clima de suspense ao fazer uma curva de um corredor ao outro, tudo está lá. Até mesmo os pequenos milagres de explosões a queima roupa não afetarem os protagonistas. Só Claire teve, nesse filme, um avião caindo sobre o saguão do aeroporto onde estava, uma explosão que devastou um prédio inteiro onde só a feriu com um estilhaço de vidro na perna, sem contar os vários zumbis que não conseguem pegá-la, mesmo a poucos metros de distância. Mas isso faz parte do charme de Resident Evil. Leon é o mocinho que salva todo mundo, em cenas de ação mirabolantes (como a fuga do F4 prestes a demoronar), os tiros certeiros, a frieza de cara ao perigo e tudo mais. Também vale destacar a volta da mutação causada pelo G-Vírus no personagem Curtis Miller, relembrando o assombroso William Birkin. Está tudo lá.

E o melhor de tudo, no final, a deixa para continuação (ou irão esperar apenas para explicar no RE5 com a volta do Chris Redfield?), da empresa Tricell, que parece assumir o lugar da WilPharma. Ou seja, muda-se as empresas, mas o objetivo é quase sempre o mesmo, a criação da arma biológica perfeita (e sua cura também, em caso de acidente claro). Será que isso é tão longe assim da realidade?

Resumindo: o filme é espetacular pra quem gosta de Resident Evil, principalmente a velha guarda (da qual me incluo) que não digeriu muito bem, ainda, o confuso e bobo roteiro de Resident Evil 4. Tomara que eles arrumem ótimas desculpas para o Resident Evil 5, colocando as peças novamente no lugar e voltando com esse enredo fantástico. Agora, é só aguardar pelo quinto capítulo da série (ou seria o sexto devido a Code Veronica?).